Facebook lança ferramentas para combater o pornô de vingança na rede social

Facebook lança ferramentas para combater o pornô de vingança na rede social

O Facebook lançou ontem (5) novas ferramentas para combater o chamado pornô de vingança, que consiste no compartilhamento de imagens íntimas de uma pessoa sem o seu consentimento. Essa medida chega semanas depois da denúncia de que fuzileiros navais americanos estavam publicando fotos de suas colegas nuas na rede social. Segundo uma reportagem da BBC, alguns posts ainda continham os nomes e os locais onde as mulheres estão lotadas. A Marinha dos Estados Unidos abriu uma investigação sobre o caso.

Por meio de um comunicado, o Facebook anunciou que os usuários poderão denunciar uma publicação, que será analisada por uma equipe especializada, e ela será deletada, caso ela viole os Padrões de Comunidade. A conta de quem postou a foto também poderá ser bloqueada.

E para impedir de que a imagem volte a ser publicada ou compartilhada no Messenger e/ou no Instagram, a rede social utilizará uma tecnologia chamada de photo-matching. “Se alguém tentar compartilhar a imagem depois que ela foi denunciada e removida, nós vamos alertar essa pessoa que a imagem viola nossas políticas e que nós vamos impedir sua tentativa de compartilhamento”, diz o comunicado, que acrescenta ainda que a empresa fez parceria com organizações de segurança, as quais trabalham com apoio às vítimas desse tipo de crime.

Por meio de sua conta, Mark Zuckerberg, CEO do Facebook, classificou o pornô de vingança como uma prática “errada e dolorosa”.

Segundo um estudo americano, “93% das pessoas afetadas por esse compartilhamento relataram angústia emocional, e 82% afirmaram sofrer prejuízos em aspectos sociais, profissionais e outras importantes áreas de sua vida”. Segundo um levantamento da ONG Safernet, 81% das vítimas de pornô de vingança são mulheres.

Crimes contra direitos humanos realizados no ambiente online podem ser denunciados no site da Safernet, mas os usuários também podem encontrar apoio no Marco Civil da Internet, o qual determina em um de seus artigos que os provedores, ao serem notificados, devem apagar qualquer material que viole a intimidade de uma pessoa.

Os novos recursos do Facebook, embora não previnam que um conteúdo ilegal seja compartilhado, já são um esforço em uma direção acertada, que torna a rede social um ambiente mais seguro, especialmente para meninas e mulheres.

“O Facebook está em uma posição única para prevenir este tipo de dano, e estes esforços fazem parte de uma das cinco áreas que estamos focados para ajudar a construir uma comunidade global”, concluiu o comunicado.

Para lê-lo na íntegra, clique aqui.