“Eu não faço música para os olhos, faço música para os ouvidos”, afirma Adele

25. novembro 2015 POP 0
“Eu não faço música para os olhos, faço música para os ouvidos”, afirma Adele

Não importa quantos recordes Adele quebre com seu mais novo álbum, o “25”, cujo primeiro single, “Hello”, reina absoluto nas paradas musicais, por ser mulher, as perguntas invariavelmente vão girar em torno de sua aparência. Mas a cantora responde a essas indagações e faz isso da melhor maneira possível.

Em sua entrevista para o programa “60 Minutes Australia”, o Daily Mail reporta que ela foi questionada sobre o machismo da indústria musical e as críticas que recebeu por seu peso. “Eu sempre fui perguntada sobre meu corpo, meu peso, tamanho, estilo e coisas assim”, ela conta. “E eu entendo totalmente. É um pouco chato que os homens não recebam tanto essas perguntas. Mas, além disso, parece surpreendente para as pessoas o fato que eu sou gorda e faço sucesso. Foi assim como me senti.”

Contudo, ela tem algo a dizer para quem acredita que todas as cantoras devam ser magras. “Eu não faço música para os olhos, faço música para os ouvidos”, concluiu Adele.

Recentemente, a britânica comentou em uma entrevista para a rádio que, assim como qualquer mulher, também vê problemas em seu corpo, porém, ela não permite que isso fique em seu caminho. “Eu tenho problemas com a minha imagem corporal, claro, mas eu não deixo isso dominar a minha vida. Existem questões maiores acontecendo no mundo do que pensar em como eu me sinto sobre mim mesma e coisas deste tipo”.

E completou ainda: “Existe apenas um de você, então por que você quer parecer com outra pessoa? Por que você quer ter o mesmo cabelo que todo mundo e ter as mesmas opiniões que eles?”

Desde que estourou no mundo todo, Adele ouve diversos comentários sobre seu peso. Ainda em 2011, quando conquistava o mundo com “21”, ela declarou à revista Vogue que a obsessão pela magreza não era parte do seu show. “Eu vi pessoas que viviam para isso, que querem ser mais magras ou ter peitos maiores e como isso as desgastava. E eu não quero isso na minha vida. Eu tenho inseguranças, claro, mas eu não convivo com quem as aponta para mim.”