Estudo diz que meninos e meninas querem ver mais super-heroínas

23. outubro 2018 Cinema, Televisão 0
Estudo diz que meninos e meninas querem ver mais super-heroínas

Um estudo feito pela Women’s Media Center e BBC America, chamado “SuperPowering Girls: Representação Feminina no Gênero Sci-Fi / Super-Herói”, trouxe uma boa notícia: a maioria das meninas (85%) e dos meninos (69%), entre 10 e 19 anos, querem ver mais super-heroínas nas telonas. A pesquisa também foi realizada com pais de crianças entre 5 e 9 anos, que responderam pelos filhos.

E mais: o estudo confirma ainda que, ao verem uma super-heroína bem representada nas telonas, as meninas se sentem mais fortes (84%), corajosas (81%), confiantes (80%), inspiradas (77%), positivas (75%) e motivadas (74%). Além disso, 58% das meninas acreditam que uma super-heroína bem representada nas telonas as incentiva a acreditarem que podem ser tudo o que quiserem. Entre as meninas negras, esse número sobe para 63%, 11 pontos a mais em relação às garotas brancas (52%).

“É importante ver que meninas e meninos, crianças e adolescentes, reconhecem que existe um desequilíbrio de oportunidades entre homens e mulheres. Especialmente ver que os meninos entendem isso, é muito poderoso. É uma notícia deprimente, mas que também dá esperança”, comentou Julie Burton, coordenadora do Women’s Media Center, à revista The Hollywood Reporter. “Se você não consegue vê-la, você não consegue ser como ela”, completa a Presidente da BBC America, Sarah Barnett.

Por muito tempo, filmes de super-heroínas ou pessoas de minorias étnicas/raciais foram considerados nada lucrativos para Hollywood – com poucas produções chegando às telas do cinema. Porém, com a mudança cultural que vem acontecendo nos últimos tempos, a indústria cinematográfica está finalmente se abrindo para a perspectiva de que, sim, esses personagens podem fazer sucesso de público. É o caso, por exemplo, de “Mulher-Maravilha”, que faturou mais de US$ 821 milhões no mundo todo, e ganhará uma sequência em 2020. Há também um filme solo da Arlequina em desenvolvimento, e vale lembrar que a DC já adaptou para a televisão a história de outra personagem, a Supergirl (Melissa Benoist), e ainda levará para as telinhas a personagem Batwoman (Ruby Rose).

Já no campo da Marvel, no ano que vem ela lançará seu primeiro filme com uma protagonista feminina: a Capitã Marvel (Brie Larson), e ainda trabalhará em uma obra solo da Viúva Negra (Scarlett Johansson). E há rumores ainda de que um filme da personagem Miss Marvel também pode chegar às telonas. E como esquecer do sucesso estrondoso de “Pantera Negra”, lançado no começo do ano, e que fez mais de US$ 1 bilhão em bilheteria? Também é bom relembrar que, pela Netflix, a Marvel tem uma série comandada por uma super-heroína, “Jessica Jones”, e um negro, “Punho de Ferro”.

A televisão, diga-se de passagem, tem oferecido mais espaço para minorias, como na famosa série  “Doctor Who”, que tem uma protagonista feminina pela primeira vez em 55 anos, interpretada pela atriz britânica Jodie Whittaker. Embora ainda exista muito o que melhorar e ampliar, alguns passos já foram dados.

“Nós continuamos prestando atenção e encorajamos a criação de histórias que sejam novas e que representem as experiências de todo o nosso público”, disse Sarah Barnett à THR. “É animador. Acho que existem esses momentos em que as pessoas, juntas, começam a ver as coisas de maneira um pouco diferente. Não é fácil e não é tão rápido quanto alguns de nós queríamos, mas eu acho que esses momentos são animadores e esse é um deles”.

Para ler o estudo completo, clique aqui.