Dua Lipa acredita que é “seu dever se manifestar” quando se trata de direitos LGBT

24. outubro 2018 Famosos 0
Dua Lipa acredita que é “seu dever se manifestar” quando se trata de direitos LGBT

Depois de inventar as ‘novas regras’ para superar o boy, Dua Lipa ganhou o mundo e não para mais de fazer sucesso. A cantora britânica conquistou a todos com suas músicas, seu jeitinho humilde de levar a fama e por seu ativismo pelas causas que acredita – entre elas, a causa LGBT.

É fato que o público LGBT é um dos mais fiéis a ela, já que a voz de “One Kiss” já demonstrou em mais de uma ocasião que é realmente apaixonada por esses fãs. Um exemplo disso aconteceu em setembro passado, enquanto se apresentava em Xangai, na China, quando chorou ao ver seus fãs sendo retirados do show por estarem com as bandeiras do Orgulho LGBT. “Eu sempre quero que minha música traga força, esperança e união. Fiquei horrorizada com o que aconteceu e envio meu amor para todos os fãs envolvidos. Quero voltar pelos meus fãs na oportunidade certa e, com esperança, verei muitos arco-íris”, escreveu a artista em seu Instagram depois do show.

E em uma recente entrevista ao Pop Shop Podcast, da revista Billboard, Dua Lipa falou sobre a importância do ativismo LGBT e do dever que sente em se manifestar, já que é mundialmente conhecida.

“Eu acredito na igualdade e em todos termos as mesmas oportunidades e, assim, haverá mais aceitação no mundo”, disse. “Sabe, vindo de Londres, às vezes, você vive em uma pequena bolha em que há muita diversidade e muita aceitação, e não percebe que não é assim em outras partes do mundo. Por isso, sinto que se você tem essa plataforma, você tem o dever de se manifestar sobre coisas que são importantes”.

Nós, fãs brasileiros, também sentimos o apoio de Dua Lipa, já que ela foi uma das artistas internacionais que também demonstrou seu apoio à campanha #EleNão, um movimento contra o candidato à presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL). Em várias oportunidades, Bolsonaro bradou contra os direitos LGBT, sendo gravado dizendo, inclusive, que era “homofóbico, sim, com muito orgulho”. O Pop Shop Podcast perguntou a ela sobre seu posicionamento nas eleições brasileiras.

“Muitas pessoas e fãs brasileiros ficaram chateados por eu ter minha opinião sobre a política brasileira, o que eu acredito que tenha a ver com o fato de que eu não sou brasileira, então, por que eu deveria falar sobre isso?”, comentou a cantora. “Mas eu me importo muito com meus fãs e me importo muito com tudo o que tem acontecido no mundo. Sinto que é importante para as pessoas que seguem e apoiam você que saibam exatamente o que elas estão fazendo e saibam da importância de votar e a importância de colocar seu futuro nas próprias mãos. E essas são as coisas que eu acredito de verdade e eu ganhei essa plataforma, então, vou usá-la para isso”.

É um período muito difícil para todos nós, brasileiros, que temos que decidir no próximo domingo (28) quem será o próximo presidente do Brasil. Embora Bolsonaro esteja na frente das pesquisas de intenção de voto, ainda há tempo de mudar e escolher Fernando Haddad (PT), um candidato que está mais próximo dos valores democráticos e que respeita os direitos humanos, do que seu opositor. Vale dizer, também, que o Brasil é o país que mais mata LGBTs no mundo, o que pode tornar os próximos quatro anos ainda mais violentos para essa população.

Vote consciente! #EleNão