Disseram para Amber Heard que sua carreira acabaria ao assumir sua bissexualidade. Isso não aconteceu

26. Março 2017 Famosos 0
Disseram para Amber Heard que sua carreira acabaria ao assumir sua bissexualidade. Isso não aconteceu

Amber Heard, que se separou no ano passado de Johnny Depp, poderá ser vista no filme “Liga da Justiça“, no final do ano, mas esse não é o único projeto que ela faz parte e que será lançado em breve. Prepare-se para vê-la mais vezes nas telas do cinema.

Por aqui, a gente fica muito feliz com o sucesso da atriz, que tem utilizado sua plataforma para combater a violência doméstica, porém, já houve uma época em que foi dito à artista que ela não conseguiria novos trabalhos. O motivo? A orientação sexual de Amber, uma bissexual assumida.

“Isso impactou minha carreira, foi difícil. Eu era a única trabalhando desse jeito, então, foi muito difícil, já que ninguém tinha feito o mesmo”, ela revelou durante uma conferência promovida pela revista The Economist sobre diversidade sexual e de gênero nos locais de trabalho. “Eu consegui, mesmo com todos dizendo que isso acabaria com a minha carreira, sem dúvida alguma”.

Ela disse ainda que alguns diretores chegaram a duvidar que ela pudesse interpretar uma mulher heterossexual em um filme romântico. “Eu revirei meus olhos. Eu disse: ‘apenas me observe’. E eu consegui”.

A bissexualidade de Amber Heard virou notícia em 2010, quando foi acompanhada da fotógrafa Tasya van Ree a um evento de uma ONG LGBT (as duas terminaram o relacionamento em 2012). Na ocasião, ela confirmou sua orientação sexual, dizendo que entendia o poder da mídia em mudar mentes e, por isso, não queria ser “parte do problema” ao não se assumir.

Mas a verdade, segundo a atriz, é que ela nunca escondeu nada. Se para a mídia e o público tudo era uma novidade, para ela, familiares e amigos, aquilo não era. Segundo a própria artista, ela nunca esteve ‘no armário’.

“Bem, eu sempre digo como resposta, quando ouço alguém falar sobre eu ter me assumido… É engraçado, porque eu nunca estive no armário”, ela afirmou na conferência da revista The Economist. “Em parte porque eu era muito teimosa, e porque eu nunca senti como se isso fosse errado. Eu sempre estive livre. Eu era ativista. Eu ia em protestos. Eu me recusei a não levar minha parceira [no evento  em questão], mas ninguém me perguntou sobre isso. Um site me perguntou quem estava comigo naquela noite e o que ela era para mim. Eu respondi honestamente, da mesma forma que eu sempre respondi”.

Amber também recordou que, após as notícias de que ela era assumidamente bissexual, logo um rótulo foi associado a ela. E embora entenda o que ele representa, na época, foi complicado lidar com ele e sua carreira como atriz.

“Eu percebi a gravidade do que eu tinha feito e o motivo pelo qual tantas pessoas – executivos de estúdios, agentes, conselheiros – não queriam isso [a palavra bissexual] vindo antes do meu nome. Eu fui associada a um rótulo. Eu nunca me vi definida pela pessoa com quem eu me relaciono. Eu me vi nessa posição única e tendo uma responsabilidade. Eu tive de aceitar e tentar viver com isso”.

Ainda no mesmo evento, a atriz afirmou que é fundamental que a mídia reflita o mundo como ele é, e traga mais personagens e histórias diversas. Ela pediu ainda que homens gays que trabalham na TV e no cinema também se assumam, pois parece que as mulheres parecem ter mais coragem para lutar por causas LGBT.

“Eu estou aqui em meio a várias protagonistas femininas que estão fora do armário e têm a sexualidade fluida. Sou uma em meio a várias delas. E eu ainda estou trabalhando”, disse Amber. “Se estamos refletindo o mundo à nossa volta, o ponto em contar histórias e alcançar o público é desafiar o status quo, ir além, e não concordar com ele. Estamos nessa posição única de fazer isso. Precisamos continuar indo além. Se todo homem gay que eu conheço pessoalmente em Hollywood se assumisse amanhã, então, isso não seria mais um problema em um mês. Temos muito o que fazer ainda”.

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