Daisy Ridley e John Boyega estão prontos para salvar a galáxia

Daisy Ridley e John Boyega protagonizam “Star Wars: O Despertar da Força” e estão prontos para ganhar as telonas e a galáxia com seus personagens.

Estamos a um mês para a estreia de “Star Wars: O Despertar da Força”, filme que traz Daisy Ridley e John Boyega nos papéis, respectivamente, de Rey e Finn. Sabíamos muito pouco sobre seus personagens até agora, mas a dupla entregou um pouco mais sobre eles em uma entrevista à Entertainment Weekly.

Segundo a publicação, Rey é uma exploradora solitária e, segundo sua intérprete, ela sabe se virar sozinha. “O que eu vi dela é que ela parece segurar sua onda. Então, a maioria dos comentários que eu recebo são de pais que dizem que é maravilhoso suas filhas verem essa personagem”, revelou Daisy. “Meu objetivo principal é de que as pessoas se conectem com ela, independente de gênero, cor e idade”.

Contudo, a atriz resiste à ideia de ser considerada uma heroína. “Eu acho que é quase errado, porque ela é uma garota normal em uma jornada”, afirma a inglesa. “Há muito o que conversar ainda sobre gênero, diferença salarial e oportunidades para as mulheres no mundo todo em diferentes áreas. Então, ser um dos rostos que representam um progresso positivo é incrível, não é um fardo. Para mim parece muito simples e a dificuldade é quando você olha para trás e pensa, ‘meu Deus, como você acabou com tudo? Por que seu elenco é tão branco e masculino?”

E embora seja mesmo um progresso uma mulher e um negro protagonizarem uma das maiores franquias cinematográficas do mundo, nem todo mundo está contente. Recentemente, uma campanha de boicote a “Star Wars” foi feita no Twitter, numa tentativa de protestar contra os personagens principais. Tão logo a hashtag #BoycottStarWarsVII subiu, várias pessoas a responderam expondo o racismo e a misoginia de quem não queria ver o filme.

E não é como se John e Daisy não estivessem preparados para possíveis insatisfações. “Nós conversamos sobre isso no ano passado e sabíamos que isso aconteceria. Ele seria o negro e eu a garota. Não acho que qualquer uma dessas coisas possa ser algo ruim”, contou Ridley à revista EW.

Enquanto isso, Finn é um stormtrooper de consciência pesada e procura seu lugar na galáxia. Boyega vê com bons olhos a oportunidade de um personagem negro na série. “Vemos nos olhos das crianças que elas não estão conversando sobre raça da mesma maneira que nós adultos estamos. Elas não conversam sobre cor ou quanto de melanina há na pele de alguém. Isso deveria nos ensinar uma lição”, afirmou o ator.

Sobre as pessoas que não querem ver seu personagem, seu recado é claro. “Temos uma luta constante com idiotas, e agora nós deveríamos forçá-los a entender – e eu adoro a forma como usei ‘força’ – para forçá-los a ver que este é um novo mundo. Há pessoas de diferentes cores e origens. Acostumem-se”, concluiu.

A mensagem de Boyega é parecida com aquela dada à revista V, recentemente. À publicação, ele elogiou que mais mulheres e negros estejam conquistando mais espaços. “Pessoas negras e mulheres estão sendo incrivelmente mostrados nas telas. As coisas serem ‘pintadas de branco’ não fazem sentido”, contou o inglês.

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