Curta-metragem narra a terrível experiência de um homem gay na Chechênia

Curta-metragem narra a terrível experiência de um homem gay na Chechênia

No último mês, relatos de que campos de concentração para homossexuais foram construídos na Chechênia começaram a circular pela internet, apesar do governo local negá-los, afirmando que há apenas uma orientação sexual na região: a heterossexualidade.

Segundo uma reportagem da BBC Brasil, homens gays estão sendo presos, torturados e chegam a morrer dentro dessas instalações. As famílias chechenas estariam sendo incentivadas a matar seus filhos para ‘limpar a honra’. Nesta semana, um jovem de 17 anos morreu empurrado do nono andar de um prédio por seu tio, que descobriu que o garoto era homossexual. A premiê britânica Theresa May prometeu encontrar meios de ajudar população LGBT na Chechênia, enquanto a chanceler alemã pressionou Vladimir Putin a tomar ações sobre as violações contra os direitos humanos na região.

E para chamar atenção do mundo, o diretor e roteirista Stephen M. Hornby, junto da digitalSTAGE, criaram um curta-metragem que narra o horror da situação na Chechênia. Chamada de “Unchechen” (algo como “não é checheno”), a obra é baseada em depoimentos de sobreviventes, e em uma peça de teatro realizada em Manchester, na Inglaterra, pelo grupo Take Back.

“Alguns dos detalhes nesse caso são imaginados, mas a mecânica de sua captura, tortura e seu eventual destinos são todos baseados nos relatos das poucas pessoas que escaparam. É triste dizer que não há nenhuma exagero nesse filme”, contou Hornby ao Huffington Post, acrescentando que o ato de ver, em vez de apenas ouvir uma história, é capaz de tocar as pessoas e engajá-las a tomar atitudes. “Nós podemos ler suas histórias, mas não é o mesmo que vê-las sendo contadas. Isso não nos engaja emocionalmente. Então, nós quisemos fazer uma ponte ao dramatizar a história de um homem. Esperamos que isso torne a história real, choque e mobilize você”.

Em “Unchechen”, há dois homens: o primeiro e mais velho acredita que é preciso acabar com os homossexuais, enquanto o segundo mais novo narra a história de uma armadilha que o levou a um campo de concentração.

“Na Chechênia, três coisas podem acontecer com uma pessoa: elas podem ir embora, suicidarem-se ou serem mortas. Elas não são chechenas. Não são pessoas”, diz o homem mais velho, que descobrimos ser o pai do rapaz em questão, e que está prestes a matar o próprio filho.

É um filme difícil de assistir, mas se você tiver estômago para vê-lo, dê play abaixo. Mas mais do que isso, é preciso lutar para acabar com essa crueldade. Ninguém deveria ser preso, espancado, torturado e morto por simplesmente ser quem é. Ninguém.

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