Como o super-herói que é, Chris Pratt pede desculpas pelo comentário de que não há filmes sobre ‘homens brancos trabalhadores’

25. abril 2017 Cinema 0
Como o super-herói que é, Chris Pratt pede desculpas pelo comentário de que não há filmes sobre ‘homens brancos trabalhadores’

Chris Pratt está tendo um mês agitado com o lançamento do filme “Guardiões da Galáxia 2”, no qual volta a interpretar Peter Quill, ou o Senhor das Estrelas.

Para ajudar a divulgar a mais nova produção da Marvel, o ator tem concedido entrevistas a diversos veículos de mídia. Além de falar do mais recente trabalho, o artista, que acaba de ganhar uma estrela na Calçada da Fama, também tem falado sobre sua família, carreira e seu desejo de unir os Estados Unidos, depois da eleição de Donald Trump.

“Eu sinto que um lugar comum foi perdido, pois nós focamos no que nos divide”, disse Pratt à revista Men’s Fitness. “Ou você é de um Estado vermelho (republicano) ou azul (democrata), ou é esquerda ou é direita. Nem tudo é sobre política. E, talvez, isso seja algo que eu queira ajudar a criar uma ponte, pois eu não me sinto representado por nenhuma parte”.

Para ser sincero, é positivo que o ator queira unir as pessoas por meio de seu trabalho, afinal, se existe uma forma das pessoas deixarem as diferenças de lado, é através da arte. Porém, Chris deu uma derrapada ao dizer que não se vê representado apenas na política, mas também no cinema.

“Eu não vejo histórias pessoais que, necessariamente, ressoam comigo, porque elas não são as minhas histórias”, afirmou à mesma publicação. “Acho que há espaço para que eu possa contar a minha e, provavelmente, o público está curioso por ela. A voz do trabalhador comum americano não é, necessariamente, representada em Hollywood”.

Esse comentário, em especial, deixou muita gente enfurecida, pois o que não falta são filmes sobre homens brancos e trabalhadores. Somente no Oscar deste ano, por exemplo, tivemos “Manchester à Beira-Mar” entre os principais indicados. E esses são apenas um exemplo de vários que existem por aí. Inclusive, segundo um estudo realizado sobre as 100 maiores produções de 2015, dos 4.370 personagens analisados, 68,6% deles eram homens e 73,7% eram brancos. Ou seja, o que mais se vê na indústria cinematográfica são histórias sobre homens brancos.

Mas Chris Pratt parece ter consciência disso e, pouco tempo depois, pediu desculpas por seu comentário. Em vez de dizer que sua fala foi tirada de contexto ou esclarecer o que tentou dizer, ele assumiu o erro e pediu desculpas. Assim como um super-herói faria.

Tradução: “Foi algo muito estúpido de dizer. Eu assumo isso. Há muitos filmes sobre americanos trabalhadores”.

Agora, voltando ao desejo do artista em unir as pessoas, ele contou à revista Men’s Fitness que já vem trabalhando nisso a partir de um roteiro que escreveu sobre tudo o que vivenciou até hoje.

“Eu escrevi um roteiro que é bem pessoal e sobre a minha vida. Foi algo que eu fiz mais como um exercício de atuação do que algo que eu produziria”, confessou o ator nascido na Virginia. “Mas acho que se eu encerrasse minha carreira sem protagonizar algo que eu eu escrevi e dirigi, acho que eu me arrependeria. Talvez seja isso o que eu quero expressar no meu trabalho, se eu tivesse que escrever ou criar alguma. Acho que não precisamos ficar em guerra uns com os outros como temos feito. E as coisas só estão piorando”.

“Guardiões da Galáxia 2” chega aos cinemas brasileiros no dia 27 de abril.


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