Cinema e Rock ‘n’ Roll: os 5 melhores filmes inspirados em astros do rock

26. janeiro 2015 Cinema 2
Cinema e Rock ‘n’ Roll: os 5 melhores filmes inspirados em astros do rock

Desde que nasceu, o rock’n’roll vem inspirando o cinema, e sendo inspirado por ele também. Seja em documentários sobre a vida de rockstars de verdade – como no clássico dos Beatles, “A Hard Day’s Night” –, seja criando personagens e situações que poderiam muito bem ter saído de matérias das revistas Rolling Stone ou NME – como nos filmes “Quase Famosos” e “Inside Llewyn Davis” (só para citar alguns dos vários exemplos) –, o cinema sempre deu um jeito de falar sobre o rock. E quase sempre foi bem sucedido.

Então segue ai uma lista dos melhores filmes inspirados pela vida e pela obra de músicos do rock.

VELVET GOLDMINE (Todd Haynes, 1998)

Em meados dos anos 1970 acontece a explosão do Glam rock, gênero que consagrou artistas como David Bowie e Iggy Pop. Aqui, nenhum deles aparece, apesar de as personagens de Jonathan Rhys Meyers e Ewan McGregor serem, respectivamente, inspiradas por esses dois ícones do rock. No filme, que mistura passado e presente através de flashbacks, um jornalista interpretado por Christian Bale investiga a vida de um astro do Glam rock desaparecido.

Vale a pena porque… O filme tem sequências musicais incríveis que parecem ter saído da videografia de David Bowie na sua fase Ziggy Stardust. E além disso, tem uma das mais icônicas aberturas de filmes dos anos 90.

JOHNNY & JUNE (Walk The Line, James Mangold, 2005)

Cinebiografia de Johnny Cash, interpretado no filme por Joaquin Phoenix. Abrange uma grande parte da vida do músico – ainda vivo na época em que o filme começou sua produção –, com foco em seu relacionamento por vezes conturbado com a também cantora folk June Carter, vivida por Reese Witherspoon. Um retrato bem bacana não só da vida desses dois músicos, mas do cenário folk norte-americano dos anos 1960 como um todo.

Vale a pena porque… Foi o filme que deu o primeiro Oscar a Reese Witherspoon. E ela (assim como Joaquin Phoenix) está realmente bem no filme, onde podemos conferir uma atuação mais “madura” e dramática, diferente da maioria dos papeis que a fizeram famosa, como suas personagens em “Legalmente Loira” e “Segundas Intenções”.

ÚLTIMOS DIAS (Last Days, Gus Van Sant, 2005)

https://www.youtube.com/watch?v=pc3wrQHKGVU

Apesar de não assumir diretamente ser sobre a vida de Kurt Cobain, vocalista do Nirvana morto em 1994, esse filme do cineasta americano Gus Van Sant é uma clara referência a ele que foi um dos símbolos do movimento grunge dos anos 90, e retrata os últimos dias da vida de um músico perturbado, que se isola do mundo em uma casa no meio de um bosque.

Vale a pena porque… Gus Van Sant é um mestre em criar atmosferas tensas e pesadas, como também podemos conferir em outros de seus filmes (por exemplo, “Paranoid Park” e o ótimo e perturbador “Elefante”). Além disso, o filme tem a participação de outro ícone do rock dos anos 90, a guitarrista e vocalista Kim Gordon, da banda Sonic Youth.

NÃO ESTOU LÁ (I’m Not There, Todd Haynes, 2007)

Este aqui não é exatamente uma cinebiografia, uma vez que não é a trajetória ou a carreira de um músico que é mostrada. Pelo menos não de forma convencional. Inspirado pela vida e pela obra de Bob Dylan, o filme é na verdade um multi plot que apresenta um recorte da vida de sete personagens, todas elas inspiradas em Bob Dylan e interpretadas por atores como Heath Ledger, Christian Bale e Richard Gere.

Vale a pena porque… Entre os atores que interpretam as personagens inspiradas em Bob Dylan está a sempre ótima Cate Blanchett, quase irreconhecível, num visual bastante próximo da clássica imagem de Dylan nos anos 60.

CONTROL (Anton Corbijn, 2007)

Aqui, é a vida de Ian Curtis, líder da banda inglesa de pós-punk Joy Division, que é retratada. O músico britânico (interpretado por Sam Riley) que se suicidou em 1980, sofria de epilepsia e sempre expressou angustia e desesperança em seu trabalho. O visual em preto e branco do filme intensifica esses sentimentos, numa história com foco na relação de Curtis com a música e também com sua esposa, Deborah, com quem teve uma série de conflitos ao longo do relacionamento.

Vale a pena porque… O filme é dirigido pelo fotógrafo holandês Anton Corbijn, que antes de sua estreia no cinema já tinha dirigido inúmeros vídeo clipes para bandas como U2, Coldplay e Depeche Mode. A trilha sonora também é destaque, trazendo David Bowie, New Order e (obviamente) Joy Division, além do cover do The Killers para “Shadowplay”, um dos grandes hits compostos por Ian Curtis.

Faltou algum filme na lista? Comenta ai.