Charlize Theron fala sobre ‘Mad Max’ e fazer parte de um filme de ação feminista

Charlize Theron fala sobre ‘Mad Max’ e fazer parte de um filme de ação feminista

Estreou nessa semana “Mad Max: Estrada da Fúria”, filme estrelado por Charlize Theron e Tom Hardy. O longa dirigido por George Miller, despertou a fúria dos ativistas pelos direitos dos homens (isso existe mesmo?), que viram o filme como uma “propaganda feminista” e pediram o boicote a ele, alegando que Hollywood tenta “minar a masculinidade tradicional”.

É curioso notar que, mulheres vêm pedindo mais representatividade na indústria cinematográfica há tempos (ou desde que o cinema é cinema), e agora que alguma mudança começa a aparecer, os “ativistas pelos direitos dos homens” aparecem para reclamar. É melhor eles pararem de ir ao cinema, porque a representação feminina só tende a melhorar.

E “Mad Max” é mesmo um filme feminista? A protagonista do filme diz que sim. “Eu senti isso muito forte quando terminamos de gravá-lo”, contou a atriz ao Entertainment Weekly. “O que tocou forte nele é a importância que as mulheres têm nesse mundo de sobrevivência. É perceptível como a geração mais nova de mulheres foi representada, minha geração foi representada, e essa geração de mulheres mais velhas foi representada. Fiquei feliz de ser uma garota com peitos e fazer parte disso”, explica.

No entanto, Charlize não acredita que a intenção do diretor, George Miller, tenha sido fazer um filme feminista. “Sabe o que eu acho mais poderoso nisso tudo? Acho que George não tinha uma agenda feminista na manga, e acho que isso deixa a história mais forte, especialmente pela forma como as mulheres são representadas”, revelou a atriz num bate-papo sobre “Mad Max” no Festival de Cannes. “É muito verdadeiro e eu o aplaudo por isso. Penso que, quando usamos a palavra ‘feminismo’, as pessoas surtam um pouco, como se de alguma forma, fossem nos colocar num pedestal ou algo assim. George teve esse entendimento de que as mulheres são tão complexas e interessantes quanto os homens, e ele estava muito interessado em descobrir tudo isso. Acho que essa necessidade e o querer dele pela verdade acabou fazendo um incrível filme feminista”.

Ao Entertainment Weekly, Charlize deu detalhes sobre sua personagem, “Furiosa”, dizendo que foi um papel desafiador em sua carreira. “Estou fazendo isso há 20 anos, e não achava que seria num filme de ação que eu exploraria algo tão cru como a ‘Furiosa’. Ela é quem é sem precisar se explicar demais. Ela apenas é”. E raspar a cabeça, ela confessa, foi ideia da própria atriz. “Eu tive esse sentimento gritante, que eu disse: ‘beleza, eu preciso raspar a cabeça! Eu preciso raspar a cabeça’. Então eu disse, ‘George, estou andando há três dias com esse barulho na minha cabeça. Eu preciso parecer como aqueles garotos. Eu preciso muito, muito parecer com eles, porque aí eu entendo uma mulher que esteve se escondendo num mundo que a descartou'”.

A atriz tem sido uma das vozes mais fortes na indústria cinematográfica na busca por direitos iguais. Em entrevista à revista Elle UK, Charlize diz que só aceitou fazer parte da sequência de “Branca de Neve e o Caçador” porque exigiu receber o mesmo salário do ator Chris Hemsworth. “Preciso dar a eles crédito, porque uma vez que eu pedi, eles disseram ‘sim’. Eles não lutaram. E talvez essa seja a mensagem: nós precisamos bater o pé. Essa é uma ótima época de fazer justiça, e as meninas precisam aprender que ser feminista é algo bom. Não quer dizer que você odeia os homens. Significa direitos iguais. Se você faz o mesmo trabalho, então você deve ser remunerada e tratada da mesma maneira”.

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