Assim como todos nós, Cate Blanchett também quer mais diversidade no cinema

09. novembro 2015 Cinema 2
Assim como todos nós, Cate Blanchett também quer mais diversidade no cinema

Estreia neste mês, nos Estados Unidos, “Carol”, longa protagonizado por Cate Blanchett, que vive uma rica mulher de meia idade e que se apaixona por uma jovem atendente de uma loja de brinquedos, Therese (Rooney Mara).

Numa recente entrevista feita pelo The Guardian, a atriz foi perguntada se acredita que ainda há um tabu envolvendo a representação de casais homossexuais em filmes. “Bem, só o fato de que ainda estarmos falando sobre isso significa que ainda há barreiras”, contou Blanchett. “É como a situação das mulheres no cinema, onde não são pagas o mesmo que os homens. Ou, honestamente, em qualquer indústria. Você precisa manter isso na agenda, precisa continuar a ser politizada”, acredita a australiana.

“Carol” é mais um dos grandes filmes de 2015 com a temática LGBT. Além dele, houve ainda “Stonewall”, “Ray” e “A Garota Dinamarquesa”. Apesar dos três citados estarem envolvidos em polêmicas, eles são um lembrete que há mais histórias que precisam ser exploradas por Hollywood. Ou seja, o problema de criatividade da indústria cinematográfica seria solucionado com um investimento maior em produções focadas em enredos diversos .

Contudo, Cate Blanchett não está interessada em fazer “agitação e propaganda (agitprop)” no cinema. “Este é o reino do documentário”, afirma a atriz. “É aí onde o jornalismo investigativo pertence. O problema é que quando você representa um personagem em um relacionamento do mesmo sexo, é como se você representasse todos eles. Você se torna um porta-voz, o que não é o ponto. Quando a hora chegar, quando tivermos uma diversidade de casais do mesmo sexo nos filmes, então o problema estará resolvido e eu não precisarei defender ninguém”.

“Carol” chega aos cinemas brasileiros em janeiro do ano que vem.