Carrie Fisher, a Princesa Leia de “Star Wars”, é também uma heroína fora das telas

09. dezembro 2015 Cinema 0
Carrie Fisher, a Princesa Leia de “Star Wars”, é também uma heroína fora das telas

“Star Wars: O Despertar da Força” está perto de sua data de estreia nos cinemas, o que tem levado o diretor J.J. Abrams e o elenco a promover o filme intensamente na mídia.

No sétimo capítulo da franquia, além da estreia de John Boyega e Daisy Riley na saga espacial, teremos o retorno de dois personagens queridos dos fãs: Han (Harrison Ford) e a Princesa Leia (Carrie Fisher), que de acordo com a revista EW, será chamada de “general” a partir de agora.

Carrie possui 59 anos e, além  de ser uma heroína nas telonas, é também uma heroína fora delas. Talvez você não saiba, mas ela luta contra o estigma sobre as doenças mentais. Isso porque a atriz possui transtorno bipolar e já foi viciada em drogas, e fala abertamente sobre tudo isso, ainda que sejam assuntos não muito conversados entre as pessoas e pela mídia.

“Eu tenho um desequilíbrio químico que, em caso muito extremo, vai me levar ao hospital”, contou a artista à jornalista Diane Swayer. “Eu costumava achar que era apenas viciada em drogas, somente isso. Apenas alguém que poderia parar de usar drogas se quisesse. E eu era assim. Mas acontece que eu sou maníaca-depressiva.”

A essas diferenças de humor, ela revelou ter dado um nome a cada uma. “Uma é o brincalhão Roy, um humor selvagem. E tem a Pam, a sedimentada Pam, que fica na costa e soluça. Às vezes a maré está alta, às vezes baixa.”

E conversar com honestidade sobre a doença é importante, pois dá a ela um rosto. E um rosto conhecido, permite que as doenças mentais percam aquela “cara” de pessoas extremamente debilitadas e que não conseguem sair da cama, por exemplo.

E embora as doenças mentais não sumam, é possível viver com elas. “Você precisa procurar ajuda. Não é uma doença fácil e ela não vai embora”, lembra a artista para a People. Na verdade, com a ajuda profissional e medicamentos controlados, é possível viver uma vida praticamente normal.

Essa exposição de Carrie sobre seu transtorno bipolar ajuda a quebrar mitos e possibilita um debate urgente sobre saúde mental.

“Bem, eu espero que eu esteja na [revista] Psychology Today”, brincou Fisher em outra entrevista. “Agora, parece que há alguém bipolar em todo programa que eu assisto! Está entrando no vernáculo, assim como ‘que a força esteja com você’. Mas sou eu quem a define em vez de deixá-la me definir”

Também é poderoso que as pessoas com doenças mentais, sejam elas quais forem, sejam capazes de contar suas próprias histórias, porque é assim que conseguiremos progredir em descobrir meios de ajudar essas pessoas. “Acho que um entendimento maior agora do que antes, dependendo de qual parte do país você está ou qual parte do mundo”, acredita a atriz.

“Eu sou uma doente mental. Eu posso dizer isso e não tenho vergonha. Eu sobrevivi a ela, estou sobrevivendo, mas mande ver. Melhor eu do que você”, concluiu a eterna Princesa Leia em entrevista à Diane Swayer.