Billie Lourd, filha de Carrie Fisher, tem uma mensagem valiosa sobre saúde mental

Billie Lourd, filha de Carrie Fisher, tem uma mensagem valiosa sobre saúde mental

Em dezembro do ano passado, nossos corações choraram com a notícia de que Carrie Fisher, a eterna princesa Leia de “Star Wars”, havia morrido após uma parada cardíaca dentro de um avião. Foi um momento de grande tristeza para todos, pois além de ter interpretado uma personagem tão icônica, a artista era um exemplo de ser humano, cuja trajetória será sempre lembrada.

No final da última semana, o laudo da autópsia determinou que a morte da atriz ocorreu por apneia do sono combinada a outros fatores. Também foram encontradas cocaína, morfina, codeína, ecstasy e oxicodona em seu sangue, mas não foi possível estabelecer uma “causa exata”, segundo informações da Associated Press.

Billie Lourd, filha de Carrie Fisher, comentou o resultado do lauro forense para o site da revista PEOPLE, lembrando que sua mãe sempre lutou contra o estigma sobre doenças mentais e o vício.

“Minha mãe lutou contra o vício das drogas e doenças mentais por toda sua vida. Ela acabou morrendo por isso. Propositalmente, ela era aberta em todo o seu trabalho sobre estigmas sociais em torno dessas doenças.

Ela falou sobre a vergonha que tormenta pessoas e famílias que são confrontadas com essas doenças. Eu conheço minha mãe, ela queria que sua morte encorajasse as pessoas a serem abertas sobre suas próprias lutas. Procure ajuda, lute para que o governo pague por programas de saúde mental. Vergonha e esses estigmas sociais são os inimigos do progresso para encontrar soluções e, por fim, a cura. Eu te amo, Momby”.

De fato, Carrie Fisher sempre se manteve aberta sobre sua luta contra a dependência de drogas e contra o transtorno bipolar. 

“Eu tenho um desequilíbrio químico que, em caso muito extremo, vai me levar ao hospital”, contou a artista à jornalista Diane Swayer. “Eu costumava achar que era apenas viciada em drogas, somente isso. Apenas alguém que poderia parar de usar drogas se quisesse. E eu era assim. Mas acontece que eu sou maníaca-depressiva.”

Conversar abertamente sobre doenças mentais e sobre vício é importante, pois possibilita uma quebra no imaginário popular de como uma pessoa que convive com esses transtornos teria, como de que seriam pessoas extremamente debilitadas e que não conseguem sair da cama, por exemplo.

E mais importante, falar sobre essas questões ajuda muitos indivíduos a procurar o tratamento que precisam. A Associação Brasileira de Psiquiatria estima que cerca de 30% dos brasileiros irão desenvolver algum transtorno mental ao longo de sua vida. Portanto, é fundamental quebrar estigmas e incentivar a busca por ajuda profissional.

Se podemos aprender algo com a morte de Carrie Fisher, é como é fundamental não ter vergonha de suas lutas e que é preciso buscar tratamento e nunca desistir. Que a Força continue dentro de cada um de nós.


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