Beyoncé e este comercial de brinquedos querem ajudar a romper estereótipos de gênero

29. setembro 2016 Internet 0
Beyoncé e este comercial de brinquedos querem ajudar a romper estereótipos de gênero

Desde pequenos, somos ensinados algumas coisas sobre como meninos e meninas devem ser e agir. Por exemplo, sabemos que os rapazes devem gostar de azul e brincam de carrinho, bloquinhos de construção e futebol. Já as garotas gostam de rosa e brincam de cozinha, de ter filhos e costura.

Embora não exista nada de errado em brincar ou gostar de qualquer uma dessas coisas, ao pré-determinar o que é “de menino” ou “de menina”, acabamos limitando experiências e o potencial das crianças. Elas precisam explorar e conhecer, e não ficar presas em ideais ultrapassados de como homens e mulheres se comportar.

Talvez seja isso o que levou a loja de brinquedos britânica Smyths Toys Superstores, a fazer um comercial que rompe com estereótipos de gênero.

Para tal, a empresa adaptou o famoso hit da Beyoncé, “If I Were a Boy”, para “If I Were a Toy” (“Se Eu Fosse um Brinquedo”, em português), destacando um menino que se aventura pelo espaço, viaja em naves espaciais, brinca de moto, mas também usa um vestido de princesa, e arrisca alguns passos numa pista de dança. Ao final, ele corre por um corredor de bonecas e carrinhos.

A mensagem que fica é: deixem as crianças brincarem.

No Facebook da Smyths Toys Superstores, as pessoas parabenizaram a empresa pela iniciativa de ajudar a combater estereótipos de gênero. “Eu amei esse novo comercial”, escreveu uma mãe. “Meu filho adora todos os brinquedos, especialmente as bonecas da Elsa e da Anna [“Frozen”], e de se vestir como elas. Eu deixo meus filhos brincarem e ser o que quiserem. Obrigada por esse comercial brilhante”.

E a loja britânica não foi a única a incentivar as crianças a brincar e explorar com o que quiserem: a Lego e a Barbie também já demonstraram que seus produtos são para meninos e meninas. Contudo, mais impressionante ainda é ver as próprias crianças não se conformando com as limitações de gênero que são impostas a elas.

Em 2014, por exemplo, uma menina reclamou de uma loja de supermercados, que vendia um relógio de super-heróis como “uma grande diversão para meninos”. Uma foto sua com cara de brava e segurando o anúncio viralizou na internet, e fez com que o mercado em questão retirasse  o cartaz e pedisse desculpas publicamente.

Um futuro melhor será construído quando permitirmos que as crianças possam criar e ser quem são. E isso é algo que nós podemos e vamos sempre incentivar.