Beyoncé e mais artistas narram situações comuns que levam os negros a serem mortos nos EUA

Beyoncé e mais artistas narram situações comuns que levam os negros a serem mortos nos EUA

Na semana passada, Alton SterlingPhilando Castile, dois homens negros, foram os últimos nomes a entrar em uma crescente lista de mortos pela polícia dos Estados Unidos, a qual, segundo um projeto do jornal The Guardian, já assassinou, pelo menos, 145 pessoas negras somente em 2016.

Ambas as mortes causaram comoção no país, e levaram cidadãos, ativistas e a classe artística americana a se manifestar, mais uma vez, pelo fim da violência policial e o racismo. Beyoncé, Kim Kardashian, Drake e outras celebridades foram às redes sociais falar sobre os acontecimentos recentes, condenando os ataques contra a população negra.

E Alicia Keys, inspirada em um texto intitulado “23 ações cotidianas que são puníveis com morte se você for negro nos Estados Unidos”, publicado no site Mic, reuniu um grupo de artistas em um vídeo, para citar essas situações comuns do dia-a-dia e relembrar os nomes daqueles que foram mortos pela polícia, seguranças e supremacistas brancos. Ao final, a cantora pede às pessoas para que assinem uma petição, que solicita ao presidente dos EUA, Barack Obama, e ao Congresso americano, ações contra o racismo no país.

Entre as as situações ditas, estão vender CDs na frente um supermercado, vender cigarros em uma esquina, voltar para casa com um amigo, vestir um capuz, ir à igreja, pedir ajuda após um acidente de carro, rir e ir a uma festa de aniversário.

No vídeo, além de Keys, participam: Beyoncé, Chris Rock, P!nk, Talib Kweli, Janelle Monáe, Chance, Taraji P. Henson, Pharrell Williams, Common, Queen Latifah, Kevin Hart, Rosario Dawson, Swizz Beatz, Lenny Kravitz, Zoë Kravitz, A$AP Rocky, Jada Pinkett Smith, Bono Vox, Jennifer Hudson, Van Jones, Tracee Ellis Ross, Adam Levine, Maxwell e Rihanna.

Os nomes dos mortos são: Sandra Bland, Philando Castile, Ramarley Graham, Eric Garner, Oscar Grant III, Gregg Gunn, Alton Sterling, Trayvon Martin, Mario Woods, Laquan McDonald, Renisha McBride, Tamir Rice, Walter L Scott, Sean Bell, Akai Gurley, India M. Beaty, Charleston 9, John Crawford III, Rekia Boyd, Amadou Diallo e Jamar Clark.

Vale acrescentar que a situação brasileira não difere da americana. Por aqui, das 644 pessoas mortas pela polícia no Estado do Rio de Janeiro, 497 delas (77,2%) eram negras ou pardas, segundo dados divulgados no começo do ano pelo ISP (Instituto de Segurança Pública), subordinado à Secretaria da Segurança do Rio. E de acordo com a Anistia Internacional, 77% dos jovens entre 15 a 29 anos mortos no país são negros.

Assim como é preciso vencer o racismo nos Estados Unidos, por aqui também temos um longo trabalho a ser feito.

Confira o vídeo: