A Barbie agora é uma desenvolvedora de games

21. junho 2016 Estilo 0
A Barbie agora é uma desenvolvedora de games

Há quase dois anos a Mattel foi duramente criticada pelo livro da Barbie “I Can Be A Computer Engineer” (“Eu Posso Ser uma Engenheira de Computação”), por conta da péssima representação das mulheres que trabalham na tecnologia. Na história, a personagem era incapaz de consertar seu computador sem a ajuda de meninos. As reclamações, óbvias, levaram a empresa a pedir desculpas, afirmando que “os próximos títulos serão escritos para inspirar a imaginação das meninas e representar uma Barbie empoderada.”

Em 2016, a marca apresenta a boneca na sua versão desenvolvedora de games, um passo acertado da Mattel, que tem transformado a imagem do brinquedo nos último ano, oferecendo a Barbie em uma variedade de tipos de corpo, tons de pele e profissões além da fashionista. O objetivo é mostrar às meninas “que elas podem ser o que quiserem”.

“Eu sei que as meninas precisam de ícone que mostre a elas que elas podem ser parte do espaço [da tecnologia] e a Barbie faz isso. Ela tem o poder de dizer à meninas que elas podem criar e construir”, afirmou Molly Proffitt, CEO da Ker-Chunk Games, a qual trabalhou junto com a Mattel na elaboração da boneca. Os acessórios – um notebook, um iPad e fones de ouvido – e a vestimenta da boneca foram essenciais para dar ainda mais veracidade à profissão. “O computador possui [Javascript] e você pode ver várias ferramentas de jogos em seu laptop.”

A Barbie desenvolvedora de games surge em uma época em que se incentiva uma participação maior das mulheres na tecnologia. Isso porque elas enfrentam diversos obstáculos na área, que vão desde a falta de apoio familiar para que elas entrem no ramo, até as desigualdades no mercado de trabalho, como baixos salários, o assédio e a desconfiança dos empregadores e colegas de profissão. Segundo uma pesquisa, elas compõe apenas 19% dos funcionários do setor no Brasil.

No mundo dos games, elas ainda lidam uma cultura machista que insiste em afirmar isso não é “coisa de menina”, embora uma pesquisa mostre que elas já são mais da metade do público que joga videogame.

Há várias campanhas incentivando as mulheres a entrar no setor da tecnologia e, com uma Barbie desenvolvedora de games, é possível que vejamos mais e mais garotas quebrando as barreiras de gênero e realizando sonhos.