Aventuras gastronômicas: sanduíche com inseto

08. setembro 2014 Internet 0
Aventuras gastronômicas: sanduíche com inseto

Ontem, 7/9 (domingo), aconteceu mais uma edição da feira gastronômica “O Mercado”, no bairro do Bom Retiro, em São Paulo. Fui conferir o evento por um motivo: segundo a divulgação, haveria diferentes pratos da culinária asiática, como espetinho de grilo. Decidi que iria provar.

A feira contou com a participação de 21 participantes, que levaram a culinária de seus restaurantes para a rua. Os preços estavam bem em conta, com 20 reais você comia muito bem! E a variedade de pratos era muito bacana: pratos gregos, italianos, brasileiros, vietnamitas, e muitos outros, atraiu filas. Quem nunca havia comido algo diferente, tinha ali a oportunidade de saborear algo único.

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O esquema era igual a de uma quermesse: você comprava os tickets nos valores que iria consumir e trocava-os pela comida.

Uma das barracas mais procuradas foi do chef Maurício Santi, cozinheiro apaixonado por comida asiática. Haviam dois tipos de pratos: o Kuai Tiau Keak, um noodle curry tailandês apimentado, com fatias de carne e folha de mostarda fermentada, cebola roxa e ervas frescas, e o Bahn Mi, um sanduíche vietnamita de frango na brasa e salada. Ambas as opções poderiam ser com carne ou vegetarianas. E ambas as opções poderiam incluir INSETOS, caso o cliente desejasse. Sim, insetos!

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Ainda havia uma sobremesa: Kanom Babin, um bolo tailandês servido com calda de coco. A fila estava grande; curiosos, que só queriam conferir se alguém tinha coragem de comer os insetos, se misturavam aos “corajosos”, que provaram a iguaria.

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Como meu objetivo era comer os insetos, entrei na fila. Já que eu não gosto de comida apimentada, o noodle não era uma opção; fui no sanduíche: frangos e insetos. Lanche em mãos, comprei um refrigerante (vai que o negócio é ruim, né?) e sentei para comer. Passei um bom tempo olhando para ele, criando coragem para comer. O resultado você confere abaixo:

Fato: me senti o Simba comendo insetos. Não era viscoso, mas era gostoso. Era bem crocante (dá para ouvir o estalo no vídeo), porém, o lanche é bem apimentado. É, eu deveria saber, afinal, comida asiática é, em maioria, apimentada. Mas comi o lanche todo. Depois, hora da sobremesa. Das várias opções de doces, escolhi um Cannoli de Nutella (chocólatras, batam aqui), da barraca Cannoleria, do Alexandre Leggieri, e um picolé de Seriguela (maravilhoso), da Frutos do Brasil, do Raoni Saade. Um mais gostoso do que o outro. Comi muito bem ontem.

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A ideia de ter insetos na comida pode assustar, ainda mais vendo ele ao vivo e a cores no meio do seu prato. Mas a questão é cultural. Vale experimentar para ter certeza de que não gosta. Eu comi e gostei. Aliás, não vi ninguém jogando fora, nem nada, mas vi várias pessoas tirando fotos para postar nas redes sociais. No entanto, o gosto é de cada um. O que eu sei é que talvez eu não passe fome quando for fazer meu tão sonhado mochilão pelo sudeste asiático. Mas diga aí, você encararia?

PS: o Prosa Livre agora está no Youtube. Inscreva-se no canal, curta e compartilhe o vídeo, caso você tenha gostado! 🙂

 

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