As super-heroínas estão finalmente ganhando o seu momento no cinema

25. setembro 2018 Cinema 0
As super-heroínas estão finalmente ganhando o seu momento no cinema

Na semana passada, a Marvel liberou o primeiro trailer de “Capitã Marvel”, sua primeira super-heroína a ganhar um filme solo nos cinemas. A produção é estrelada por Brie Larson (“O Quarto de Jack”) e contará a origem da personagem e qual o seu papel dentro do Universo Cinematográfico da Marvel (UCM).

Em 10 anos de UCM, essa será a estreia de uma mulher nas telonas em um longa-metragem para chamar de seu, e ele chegará quase dois anos depois de “Mulher-Maravilha”, produção da concorrente DC, e que fez um enorme sucesso de crítica e público, arrecadando mais de US$ 821 milhões no mundo todo. Se antes de “MM” a desculpa era de que um filme de uma super-heroína seria financeiramente inviável, Gal Gadot e cia provaram o contrário, abrindo um bom precedente para que mais produções femininas do gênero sejam feitas.

Verdade seja dita, antes de “Mulher-Maravilha”, “Mulher Gato” e “Elektra” foram dois filmes de super-heroínas levados às telonas, mas que deixaram muito a desejar no quesito de desenvolvimento das narrativas, o que refletiu no baixo desempenho de bilheteria e nas críticas negativas. Contudo, com o sucesso estrondoso da personagem da DC e, possivelmente com a nova heroína da Marvel, é possível imaginar que o futuro será mesmo feminino.

Mas antes do cinema começar a se abrir para as super-heroínas, a televisão já se antecipou com “Jessica Jones”, seriado da Netflix. A personagem vivida por Krysten Ritter estreou nas pequenas telas em 2015, mostrando que mulheres são tão capazes de lutar contra forças malignas quanto os homens. A produção foi um acerto da Marvel, que finalmente começou a despertar para a falta de protagonismo feminino nos seus produtos, e decidiu acompanhar as transformações sociais atuais, que pedem mais mulheres em posição de poder.

Já no mundo das telonas, a DC foi mais rápida ao trazer icônica “Mulher-Maravilha” à vida, cuja personagem só havia ganhado uma série de TV na década de 70. Por trás das telas, também houve exemplo com a escalação de Patty Jenkins para a direção, a qual também dirige a sequência de “MM”.  Aliás, vale dizer que a DC está mesmo empenhada e já contratou as diretoras Ava DuVernay e Cathy Yan para dirigir seus próximos filmes: “Novos Deuses” e a aventura solo de Arlequina (Margot Robbie), respectivamente. 

No campo da Marvel, a Vespa (Evangeline Lilly) ganhou uma produção, mas não solo: neste ano, ela foi uma das protagonistas de “Homem Formiga e a Vespa”. Foi um começo para a empresa, que ainda deve um filme solo da Viúva Negra (Scarlett Johansson), o qual já está programado – ainda que muito atrasado. No ano que vem, “Capitã Marvel” chega aos cinemas, enquanto há uma especulação que a companhia também leve a personagem Ms. Marvel para o UCM. Seria um grande passo, afinal, a personagem é feminina e muçulmana, e seria a primeira super-heroína muçulmana a ser transportada para as telonas.

E não é pedir demais pedir um filme solo de uma heroína negra. Até agora, só há filmes de personagens brancas em andamento e seria positivo expandir essa possibilidade para meninas negras também.

E para quem não vê a hora de ver a mulherada quebrando tudo, “Capitã Marvel” estreia no dia 7 de março e “Mulher-Maravilha” no dia 31 de outubro de 2019!