Artistas latinos conquistaram o mundo com suas músicas em 2017

29. dezembro 2017 POP 0
Artistas latinos conquistaram o mundo com suas músicas em 2017

Em 2017, não teve quem conseguiu escapar do sucesso de “Despacito”. O hit dos porto-riquenhos Luis Fonsi e Daddy Yankee, em parceria com Justin Bieber, teve mais de 4,3 bilhões de visualizações no clipe no mundo todo, tornou Daddy Yankee o primeiro latino a ser o mais escutado do planeta no Spotify,  e ganhou indicações ao Grammy Awards. A música também caiu no gosto dos brasileiros, e é fácil afirmar que em algum momento você dançou “pasito a pasito, suave suavecito”.

E esses não foram os únicos feitos da canção: ela liderou a parada musical americana por 16 semanas (empatando com um recorde que era de Mariah Carey). É uma marca impressionante, já que a última música majoritariamente cantada em espanhol a fazer o mesmo foi “Macarena”, lançada em 1996.

Ou seja, o single fortaleceu a música latina nos Estados Unidos e no mundo – e o que veio a seguir só comprova esse ponto.

“Despacito” é um reggaeton cativante e envolvente. Mas esse gênero musical, que nasceu em Porto Rico, e é uma mistura do dancehall e rap, explodiu em 2017 não apenas com Luis Fonsi e Daddy Yankee: o colombiano J Balvin conquistou o mundo e, especialmente, Beyoncé, com quem lançou um remix do mega hit “Mi Gente”. Nessa nova versão, os artistas tinham o objetivo de arrecadar dinheiro para as vítimas dos furacões em Porto Rico e México. Também com a canção, Balvin ficou entre os artistas mais ouvidos mundialmente no Spotify.

Aliás, segundo a própria empresa, entre maio de 2014 e junho 2017, a participação do reggaeton dentro das reproduções totais na plataforma cresceu 119%. Esse crescimento do gênero também é incentivado pelo próprio Spotify, que tem uma playlist intitulada ¡Viva Latino!”, e possui quase 7 milhões de seguidores, reunindo grandes nomes da música latina.

E vale notar como o streaming tornou ainda maior o alcance de artistas latinos, graças a essa democratização do consumo de música. Não só ele, o Youtube também tornou possível que mais e mais pessoas conhecessem os sons da América Latina. Tanto é, que 7 dos 10 vídeos mais assistidos da plataforma em 2017 pertencem a artistas latinos.

Com o sucesso da música latina, outros artistas decidiram pegar carona nesse estilo. Foi o caso de Justin Bieber e também de Demi Lovato. Essa última possui origens latinas, e se juntou a Luis Fonsi para “Échame La Culpa”, lançada em novembro do ano passado. Não só ela, Cardi B, que chegou ao topo da Billboard com “Bodak Yellow”, recrutou o rapper dominicano Messiah para o remix de seu poderoso single. Ed Sheeran foi outro que aproveitou o fenômeno da música latina para lançar o remix de “Shape of You”, que conta com a participação de Zion Y Lennox.

A força do gênero levou outros artistas, além de Fonsi e Daddy Yankee, a despontarem no cenário internacional. O colombiano Maluma, que já era conhecido pelo público brasileiro, graças a Anitta e a música “Sim ou Não”, percorreu o mundo com a turnê “Pretty Boy, Dirty Boy”; e o grupo CNCO já conta com mais de 1 bilhão de visualizações no clipe de “Reggaetón Lento (Bailemos)”. A canção, inclusive, ganhou até uma versão com as meninas do Little Mix.

Mas se muito falamos dos homens, é necessário destacar a força das mulheres latinas. Camila Cabello foi outra a conquistar o mundo com o hit “Havana”. Depois de sair do Fifth Harmony, a cantora lançou três músicas que acabaram servindo como singles promocionais, uma vez que nenhuma delas conseguiu realizar o que “Havana” fez. O hit, que mistura o ritmo latino e o pop, chegou à segunda posição nas paradas musicais dos Estados Unidos e conta com quase 500 milhões de reproduções no Spotify. No Youtube, o clipe já passa das 392 milhões de visualizações.

E tudo isso sem nem ao menos um álbum lançado. Seu primeiro disco, que leva seu nome, estará disponível no dia 12 de janeiro de 2018.

Quem mais se destacou, também, foi Anitta. A nossa brasileira viu seu sucesso chegar a novos patamares no meio do ano, quando lançou “Paradinha”, sua primeira música em espanhol, cujo clipe foi gravado na cidade de Nova York. Mas ela queria mais. Em julho, junto de Pabllo Vittar e o Major Lazer, veio “Sua Cara”, que bateu recorde de visualizações no Youtube. Em 24h, foram 20 milhões de acessos. “O Brasil não está pra brincadeira”, escreveu Diplo, membro do MJ, no Twitter.

E esse foi só o início do que seria uma verdadeira jogada de mestre de Anitta. Em setembro, ela deu início ao projeto “Check Mate”, que consistia em lançar uma música e clipe por mês até o final do ano. “Will I See You” abriu a iniciativa da cantora, trazendo uma música com elementos da bossa nova e demonstrando a versatilidade da artista.

Em seguida, vieram a eletrônica “Is That For Me”, parceria com o DJ Alesso; o reggaeton “Downtown”, colaboração com J Balvin; e por fim, “Vai Malandra”, um funk que marca a volta de Anitta às suas origens.

Com a penúltima, a cantora ficou entre os 50 artistas mais ouvidos do mundo no Spotify. E com a última, ela se tornou a artista brasileira com a melhor estreia no Youtube. No Spotify, “Vai Malandra” chegou a ficar em 18º lugar no ranking de streamings global, tornando-se a primeira música em português a realizar tal marca. Anitta também apareceu no ranking da Billboard como uma das celebridades mais ativas nas redes sociais, o que só deixa mais claro o poder de sua plataforma.

O ano de 2017 foi, sim, da música latina, que se expandiu pelo mundo, graças ao trabalho de artistas e gravadoras em promover os ritmos da América Latina. E do que depender deles, esse foi só o começo de algo que vai continuar firme por muitos anos.