Amber Heard fala sobre sua experiência como sobrevivente de violência doméstica em vídeo

27. novembro 2016 Internet 0
Amber Heard fala sobre sua experiência como sobrevivente de violência doméstica em vídeo

Em maio deste ano, a atriz Amber Heard pediu divórcio do seu então marido, o também ator Johnny Depp, alegando ter sido agredida mais de uma vez por ele. Ela é uma sobrevivente: segundo um estudo realizado pela ONG Action Aid, a cada hora, cinco mulheres morrem nas mãos de seus maridos e parceiros no mundo todo. No Brasil, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mais de um milhão de mulheres são vítimas de violência doméstica todos os anos no país.

Esse é um problema de todos, e Amber sabe disso. Para ajudar a combatê-lo, e fortalecer outras mulheres que estão na mesma situação que já esteve, ela gravou um vídeo contando sua própria experiência com a violência doméstica.

“Como isso aconteceu comigo?”, ela pergunta logo no início. “Eu sou forte, sou esperta. Eu não sou a vítima. Acho que há muita vergonha atrelada à palavra ‘vítima’. Isso acontece com tantas mulheres, e quando acontece na sua casa, por trás de portas fechadas com alguém que você ama, não é fácil de entender. Se um estranho tivesse feito isso, como alguém me falou, se um estranho tivesse feito isso, eu não pensaria duas vezes [para denunciar]”.

Em seguida, a atriz incentiva a procura por ajuda, e diz que falar sobre o seu caso pode vir a ajudar outras mulheres.

“Dizer a alguém confiável é o começo de escolher a si mesma. Se eu não tivesse algumas pessoas que eu confiasse de verdade, o apoio das mulheres e amigas. Se eu não as tivesse por perto, minha vida seria diferente”, continua. “Sendo uma mulher que passou por isso sob o olho público, eu tenho uma oportunidade única de lembrar outras mulheres que isso não precisa ser assim, você não precisa lidar com isso sozinha. Você não está sozinha. Nós podemos mudar isso”.

O vídeo faz parte de uma campanha do projeto fotográfico #GirlGaze, que visa eliminar a violência contra a mulher, e foi divulgado na última sexta-feira, 25, Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência Contra a Mulher.

“Precisamos tomar responsabilidade pela forma como falamos sobre o assunto”, conclui a artista. “A única forma de fazer com que as pessoas sintam-se confortáveis para se abrirem e se defenderem é se mudarmos esse sistema, que força-as a ficarem quietas. Manifeste-se. Levante sua voz. A sua voz é a coisa mais importante. E nós, juntas, enquanto mulheres, não podemos, e não vamos mais aceitar o silêncio”.