A Netflix quer incentivar você a compartilhar quando foi a primeira vez que você se viu na mídia

A Netflix quer incentivar você a compartilhar quando foi a primeira vez que você se viu na mídia

Representatividade importa. E dá para chutar que parte do sucesso das produções da Netflix vem exatamente disso: da aposta da plataforma de streaming em histórias diversas, cujos protagonistas são mulheres, negros e LGBTs.

Claro, antes das séries e filmes da Netflix, muita gente já se viu representado. E como foi isso para você? Nas redes sociais, desde o dia 1º de agosto, a empresa lançou a campanha #FirstTimeISawMe (“a primeira vez que me vi”, em português), que busca incentivar as pessoas a comentarem quando e como foi a primeira vez que se viram representadas por algum personagem em um filme ou seriado.

Para ajudar a fazer o movimento crescer, foram convidados os cineastas Ava DuVernay e Spike Lee, além dos atores Marlon Wayans, Selenis Leyva, Logan Browning, Marque Richardson, e também Jamie Broadnax, do site Black Girl Nerds, e Krissy, uma garota que se enxergou na personagem Elena, de “One Day At a Time”.

“Eu não consigo lembrar de nenhum programa na televisão com os quais eu pudesse me identificar”, disse DuVernay. “Nos últimos 10 anos, eu vi mais representações que pareciam mais com as pessoas da minha vida real, se comportando de uma maneira familiar para mim. O que temos visto agora é esse lindo renascimento da televisão e do cinema, focando nos indivíduos que sempre estiveram à margem”.

Spike Lee On Netflix's #FirstTimeISawMe Campaign

Director Spike Lee participated in Netflix's #FirstTimeISawMe campaign, in which he discussed the power of representation and why black filmmakers matter.

Posted by HuffPost Black Voices on Sunday, August 6, 2017

“Imagens são importantes. Eu acho que é importante que todo mundo se veja na mídia”, disse Spike Lee. “Seja no cinema, na televisão ou nos comerciais. Você quer se ver representado de maneira honesta”.

Várias pessoas participaram da campanha #FirstTimeISawMe, mostrando diversos exemplos positivos de representação negra, latina, feminina e de LGBTs na mídia. Porém muitas pessoas utilizaram a hashtag para chamar atenção para o fato de que esses tipos de representações ainda são muito poucos – alguns até inexistentes.

Se pensarmos nos filmes, por exemplo, segundo um recente estudo, pouco mais de um terço dos personagens nas 100 maiores produções de Hollywood eram mulheres; pouco mais de 13% eram negros, 2,7% eram pessoas com deficiência e menos de 1% era LGBT. Ou seja, ainda temos um longo caminho se queremos ter uma representação igualitária – e apurada – para todos.

Tradução: “Elena Álvarez de ‘One Day At a Time'”.

Tradução: “A primeira vez que me vi foi com Troine, um homem transgênero negro na série ‘Queen Sugar’. Eu chorei nessa cena. Obrigado, Ava DuVernay, por me dar esperança”.

Tradução: “A primeira vez que me vi foi com Bumblebee, em ‘Teen Titans’. Ela era uma garota negra foda que eu queria ser quando crescesse”.

Tradução: “A primeira vez que me vi foi em Susie Carmichael. Ela tinha os cabelos como os meus e era esperta, sarcástica e independente como eu”.

Tradução: “A primeira vez que me vi: não tive essa experiência, mas o mais próximo que já cheguei foi com Moana”.

Tradução: “A primeira vez que me vi: episódio de Ação de Graças do seriado ‘Crazy Ex-Girlfriend’, que mostrou uma família filipina em um cenário tradicional americano. Não foi perfeito, mas foi o primeiro”.

Tradução: “Eu ainda estou procurando por uma mulher negra em uma cadeira de rodas, mas eu amo Misty Knight [personagem da Marvel], que é visivelmente uma mulher com deficiência como eu”.

Representatividade é importante, como dissemos logo no início. Ela permite que nós possamos imaginar novas possibilidades e afirmar nosso lugar no mundo. Não só isso, boas representações não são positivas para o indivíduo ou grupo retratado, mas também para a sociedade como um todo. Estudos sugerem que representações apuradas de minorias podem vir a combater preconceitos. Ou seja, todos saímos ganhando com isso.

Agora, conte para gente: quando foi a primeira vez que você se viu representado? Deixe sua resposta nos comentários!


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