A mensagem feminista de Karol Conká no clipe de “Lálá”

10. junho 2017 POP 0
A mensagem feminista de Karol Conká no clipe de “Lálá”

A sexualidade feminina ainda é um tabu enorme na nossa sociedade. As mulheres são ensinadas desde pequenas a reprimi-la e que seus corpos estão ali para satisfazer os homens, quando a verdade é que elas têm todo o direito do mundo em sentir prazer (e vale dizer: com ou sem um homem). E Karol Conká quer dar uma ajuda com isso.

Na última quinta-feira (8), a rapper lançou a música “Lálá”, que é explicitamente sobre sexo oral nas mulheres. Na letra, ela chama a atenção dos homens que não sabem a “diferença de um clitóris pra um ovário” e que “dedilham ao contrário”. Ela etá exigindo o orgasmo, assim como toda mulher deveria exigir de seus parceiros.

Junto com a nova canção, a cantora lançou um vídeo cheio de referências ao sexo oral, apresentando homens lambendo e tocando flores e frutas que se assemelham à vagina. A direção de “Lálá” é de Vera Egito e Camila Cornelsen, e teve uma equipe toda feminina na produção da obra.

“Escrevi essa música na intenção de informar as pessoas da necessidade da prática e da técnica do sexo oral na mulher. Tive a ideia de fazer um clipe com uma equipe toda formada por mulheres de forte posicionamento. Tivemos ideias coletivas que mostram o universo feminino de uma maneira doce e ao mesmo tempo divertida. A intenção é passar a mensagem quebrando o tabu de maneira informativa e criativa”, disse a rapper curitibana em um comunicado no Facebook.

“Lálá” foi apresentada em outubro do ano passado, mas só agora chega como single, e pronto para bombar no país. A música não foge do posicionamento forte de Karol Conká, que é feminista declarada e usa suas músicas e letras para empoderar mulheres – especialmente mulheres negras.

E no que diz respeito ao sexo, a cantora deixa claro que é seu direito exigir o mesmo cuidado, atenção e prazer que tem com seus parceiros. 

“Esse lance do sexo oral sempre me irritou. Por que a gente sempre faz e o homem não quer fazer ou, quando faz, sai tudo errado? Aquela língua de liquidificador, toda crespa, barba pinicando. É uma região sensível! Quando vai com a mão, parece que tá tocando a campainha 100 vezes”, ela contou à revista Rolling Stone. “É uma resposta para alguns rappers e quero ver falar desse assunto sem que chamem a mina de vadia. É assim: baixem a bola e vão estudar o corpo da mulher antes de tratar a gente como objeto. E essa música diz assim: eu sou rap, não faço rap. Eu faço o que eu quiser”.


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