Saiba quem concorre ao Oscar de ‘Melhor Atriz Coadjuvante’

23. fevereiro 2016 Cinema 0
Saiba quem concorre ao Oscar de ‘Melhor Atriz Coadjuvante’

Todas as atrizes indicadas ao prêmio de ‘Melhor Atriz Coadjuvante’ no Oscar desse ano são ótimas, cada uma a sua maneira. Difícil escolher uma só. Então vale a pena conferir um pouco de cada uma, e escolher sua(s) torcida(s) antes da cerimônia, que acontece no próximo domingo, 28:

Alicia Vikander – “A Garota Dinamarquesa”:

Atrizes como Charlize Theron e Gwyneth Paltrow foram cotadas para viver a pintora Gerda Wegener em “A Garota Dinamarquesa”. Mas, por sorte (nossa, acima de tudo), o papel acabou nas mãos da sueca Alicia Vikander.

Sua presença é tão importante no filme quanto a do protagonista Eddie Redmayne. Mesmo assim, os produtores inscreveram-na para concorrer a Atriz Coadjuvante, imaginando que ela tivesse mais chances nessa categoria. E estavam certos.

A atriz de 27 anos é uma das favoritas ao prêmio. Sua interpretação é irretocável. É através do olhar de sua personagem que a narrativa é construída, e Alicia nos conduz com um trabalho emocional, mas sem exageros. O prêmio pode significar a entrada definitiva da atriz no primeiro escalão de Hollywood. Talento pra isso a moça tem de sobra.

Jennifer Jason Leigh – “Os Oito Odiados”:

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Jennifer Jason Leigh nasceu em uma família de cinema (o pai era ator, e a mãe roteirista), e começou sua carreira ainda adolescente. Agora, aos 54 anos, recebe a primeira indicação ao Oscar. Além de “Os Oito Odiados”, a atriz também está no elenco de dubladores de “Anomalisa”, indicado a ‘Melhor Animação’.

Única presença feminina de destaque no filme de Quentin Tarantino, tanto a personagem – uma criminosa com a cabeça a prêmio – quanto a atriz – que ao longo da carreira já atuou em filmes de diversos gêneros e estilos – dão o tom do filme, entre o humor sádico e a tensão. No meio de um grande elenco, que inclui um aqui brilhante Samuel L. Jackson, não há dúvidas de que Jennifer Jason Leigh se destaca.

Já estava mais do que na hora de a Academia reconhecer o talento dessa grande atriz. Mas será que ela leva o prêmio?

Kate Winslet – “Steve Jobs”:

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Dois vários motivos que fazem de “Steve Jobs” uma cinebiografia diferente, a presença de Kate Winslet talvez seja um dos maiores. A atriz, queridinha do público e da crítica, e premiada diversas vezes ao longo da carreira (inclusive com o Oscar de melhor atriz por “O Leitor”), tem uma presença discreta, e por vezes irreconhecível ao longo do filme. O que não torna seu trabalho menos relevante e essencial.

Como a assistente de marketing de Steve Jobs (vivido pelo ótimo Michael Fassbender), Kate Winslet nos prova que não existem papéis pequenos para uma grande atriz. Em uma aula sobre o que é estar em um papel de suporte, a atriz se destaca sem roubar a cena, e nos mostra que não é necessária uma grande carga emocional para conferir alma a uma personagem. Vencedora do Globo de Ouro pelo papel, não será surpresa se ela levar o prêmio no domingo.

Rachel McAdams – “Spotlight: Segredos Revelados”:

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Rachel McAdams cresceu em Hollywood. A atriz canadense, antes famosa por personagens como a vilã Regina George da comédia “Meninas Malvadas”, já trabalhou com grandes cineastas como Woody Allen e Wim Wenders.

Em “Spotlight: Segredos Revelados”, McAdams interpreta uma jornalista que investiga um escândalo de acusações de pedofilia na Igreja Católica. Essa é sua primeira indicação ao Oscar, e ela divide a categoria com quatro concorrentes de peso. Será que a queridinha do Teens Choice Awards (prêmio que ela já levou várias vezes) vai dar sorte no Oscar também?

Rooney Mara – “Carol”:

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Sem dúvida uma das atrizes mais interessantes e versáteis de sua geração (por mais que esses adjetivos já sejam batidos), Rooney Mara já foi indicada antes, em 2011, a ‘Melhor Atriz’ por seu trabalho excêntrico e excepcional em “Millennium: Os Homens Que Não Amavam As Mulheres”. Já em “Carol”, a atriz se destaca justamente por um interpretação contida.

Sua personagem, uma jovem que vive um romance com uma mulher mais velha nos anos 1950, cresce na medida em que seus sentimentos se tornam mais urgentes. E o grande mérito de Rooney está justamente em expressar grandes emoções com muito pouco.

Dividir a cena (e as atenções) com Cate Blanchett não é tarefa fácil. Mas Rooney faz isso em grande estilo, e é justamente o contraste entre as duas personagens, e também entre as duas atrizes, que dá o tom de “Carol”.

Mas talvez Rooney Mara seja dessas atrizes que não precisam de um Oscar para legitimar seu grande talento. De todo modo, vale a torcida. O prêmio no próximo domingo seria mais que merecido.

Para quem vai sua torcida? O Oscar acontece no dia 28 de fevereiro e o Prosa Livre vai fazer a cobertura da premiação pelo Twitter (@ProsaLivre). Não perca!