9 marcas que estão ajudando a redefinir o que é nude

24. maio 2016 Moda 0
9 marcas que estão ajudando a redefinir o que é nude

Embora a gente entenda nude como a cor da pele de um indivíduo, a moda a tratou, em inúmeras vezes, como um tom de bege. E se você der uma volta no seu quarteirão hoje, provavelmente vai reparar que as pessoas têm peles em diferentes cores.

E, ao que parece, estamos conseguindo redefinir o que é nude, inclusive no dicionário. Luis Torres, estudante da Ithaca College em Connecticut, nos Estados Unidos, percebeu que a definição da palavra no Merriam-Webster era “ter a cor de uma pessoa branca”. Isso o levou a criar uma campanha, a qual contou com um imenso apoio, e tornou possível a mudança na explicação do termo, que agora diz: “[1] vestir uma cor que combine com a cor da pele de quem usa; [2] dar aparência de nudez.”

As marcas estão começando a abrir mais o leque do que é nude e aqui vão algumas delas:

Naja:

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A Naja foi lançada em 2013, uma criação da ex-ginasta Catalina Girald, que ficou decepcionada ao ver a atleta negra Gabby Douglas competindo nas Olimpíadas de 2012 com uma faixa em seu tornozelo, o qual não era da cor de sua pele.

Recentemente, a marca deu início à sua nova campanha, #NudeForAll (“Nude Para Todas”, em português), que visa divulgar sua nova coleção de lingeries, que vem em 7 tons diferentes, e traz 10 mulheres com corpos diferentes e de diferentes profissões, entre elas uma engenheira de software, uma bailarina e uma estudante de administração. A ideia era “dar um rosto e uma personalidade às mulheres nos anúncios.”

“Esses anúncios mostram as mulheres como seres humanos inteiros e fortes. Você pode ver suas personalidades brilharem. Não houve retoque em seus corpos para colocá-los dentro de padrões inalcançáveis, e o conceito, de maneira geral, é empoderador e inclusivo”, afirmou Madonna Badger, diretora da campanha, e que vem lutando contra a objetificação das mulheres na publicidade.

Mahogany Blues:

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Whitney Bracey é a responsável pela Mahogany Blues, uma empresa dedicada a fazer roupas em tons nude para dançarinas negras e asiáticas. A ideia surgiu após descobrir por uma amiga que não havia collant nas cores das peles dessas mulheres. “Muitas dançarinas precisam tingir seus collants várias vezes para chegar na cor certa”, contou Whitney ao Buzzfeed News.

Atualmente a marca oferece quatro tons de nude, mas até o final do próximo ano espera-se introduzir mais dois. A designer também revelou que está trabalhando em tops, shorts e cuecas. “Serão ótimos para ginastas.”

Ela contou ainda que todos os anos seleciona uma companhia de dança para patrocinar. Cada bailarina ganha um kit que inclui um collant, band-aids e tintas para sapatilhas, todos combinando com o tom de pele da pessoa que o recebe.

Nubian Skin:

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Mulheres negras têm uma dificuldade grande em encontrar roupas nude, que de fato combinem com seus tons de pele. Foi pensando nelas que a Nubian Skin, uma marca inglesa, criou uma linha de lingeries e camisaria especialmente para elas.

“Para muitas mulheres negras, encontrar uma roupa e uma lingerie que combinasse com seu tom de pele não era uma opção. Frustrada com a impossibilidade de fazer escolhas, a fundadora da Nubian Skin, Ade Hassan, decidiu que era hora de ‘um diferente tipo de nude’.

E assim a empresa foi criada.

Björn Borg:

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A Björn Borg, marca de roupas íntimas, lançou em março sua nova coleção, especificamente no dia 21, data celebrada pela ONU como o Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial.

Segundo o Inspira Mais, “a base utilizada pela Björn Borg para sua Skin Collection é a escala Fitzpatrick, criada em 1975 pelo dermatologista da Universidade de Harvard, Thomas B. Fitzpatrick.”

“Nude não é uma cor, é um conceito que todos deveriam ter o direito de aproveitar”, disse o diretor de marketing da marca, Jonas Lindberg Nyvang, em um comunicado. “Chamamos de 6 tons de humanos e a razão para o lançamento no Dia Internacional de Luta pela Eliminação da Discriminação Racial é devido ao clima político da Europa, que tem sido muito duro, e é hora de mostrarmos cores. Essa é a nossa contribuição para o debate.”

Christian Louboutin:

Longer legs? Yes, please! Shop nudes in our bio. ? @sofiaandmauro

A photo posted by Christian Louboutin (@louboutinworld) on

Desde 2013 a Louboutin vem trabalhando para aumentar o conceito do que é nude. E em 2016, a marca lançou uma linha de sapatos confortáveis que vem em 7 tons diferentes.

“Nude para todas as mulheres. Nessa primavera, duas novas tonalidades chegam à nossa coleção de nudes para criar um espectro de sete cores adequadas para qualquer tom de pele, desde porcelana ao chocolate mais escuro”, escreveu a empresa no Instagram.

O Boticário:

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Não faz muito tempo, a cantora Kelly Rowland anunciou que lançaria uma linha de maquiagem para mulheres negras, pois sabe a dificuldade que elas têm em encontrar produtos para os tons de suas peles.

E O Boticário resolveu ajudar as brasileiras. São 12 cores de bases, que podem se ajustar para até 50 tons de pele. Segundo o site da marca, os “pigmentos especiais presentes na fórmula e sua cobertura inteligente garantem um acabamento perfeito e aparência natural e uniforme ao seu rosto.” A base é oil free e possui vitamina E e FPS 20 / UVA ++.

RGB:

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A RGB criou uma linha de esmaltes em parceria com a manicure das celebridades Jenna Hipp. De acordo com o Refinery29, a coleção é “ecológica, livre de parabenos (um conservante) e, caso você queira ingerir o esmalte, ele não possui glúten.”

Tkees:

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A Tkees oferece uma variedade de tons para suas rasteirinhas. Além de encontrar uma com o tom de sua pele, você ainda tem uma opção confortável para os seus pés.

Nude Barre:

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Erin Carpenter é a fundadora da Nude Barre, marca de meias-calça. Assim como tantas mulheres negras, ela estava frustrada com a falta de roupas que combinassem com seu tom de pele, e foi assim que criou sua empresa, que oferece 16 tons nude, além de garantir que os produtos são sustentáveis.

Erin acredita que os itens não são apenas práticos, mas também empoderadores para as mulheres que não se veem representadas na indústria da moda. “É uma declaração ousada de validação para todas as mulheres: você é linda na sua própria pele”, ela contou ao Black Enterprise.


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