7 filmes lésbicos para você assistir em casa

29. agosto 2018 Cinema 0
7 filmes lésbicos para você assistir em casa

Hoje, 29 de agosto, é o Dia Nacional da Visibilidade Lésbica. Para celebrar a data, preparamos uma lista com filmes lésbicos para você assistir em casa e sempre que quiser. Infelizmente, o cinema ainda produz poucas histórias sobre mulheres que amam mulheres, o que colabora com o apagamento dessa população na sétima arte. Para se ter uma ideia, 94 das 100 maiores produções de Hollywood do ano passado não tinham nenhuma personagem lésbica (ou bissexual ou trans), contribuindo com a marginalização dessas mulheres.

Felizmente, há algumas obras para que você assistir e fazer barulho para que a representação lésbica não aconteça apenas no Dia Nacional da Visibilidade Lésbica, mas todos os dias.

“Amor Maldito”

 

O filme é um marco do cinema nacional, pois foi o primeiro longa-metragem lésbico do Brasil e o primeiro a ser dirigido por uma mulher negra: a cineasta Adélia Sampaio. Lançado em 1984, “Amor Proibido” teve de ser anunciado como uma pornochanchada, a fim de garantir a sua exibição. Mais de 30 anos se passaram e, ao que parece, o cinema brasileiro ainda não evoluiu muito nessa questão, embora 2018 já tenha apresentado uma boa leva de filmes LGBT.

“Amor Proibido” conta a história de Fernanda e Sueli, duas mulheres apaixonadas uma pela outra. A trama gira em torno do suicídio de Sueli, que acaba levando Fernanda a ser acusada pela morte dela, e julgada por homens e pelo machismo da época.

“Flores Raras”

Filme de 2013, “Flores Raras” traz Gloria Pires e Miranda Otto vivendo, respectivamente, a arquiteta carioca Lota de Macedo Soares e a poeta americana Elisabeth Bishop. A produção foi dirigida por Bruno Barreto e reconta o romance dessas duas grandes mulheres em meio às transformações no Brasil das décadas de 50 e 60.

“Carol”

Adaptado do livro de mesmo nome (em português) da autora Patricia Highsmith, “Carol” apresenta um romance entre uma mulher rica e casada, Carol, com uma jovem operadora de caixa numa loja de bonecas e fotógrafa nas horas vagas, Therese Belivet (Rooney Mara). A obra literária foi lançada na década de 50 e chocou a sociedade ao dar um final feliz para as duas mulheres. Em 2016, “Carol” recebeu 6 indicações ao Oscar.

“Nunca Fui Santa”

“Nunca Fui Santa” é um filme de 1999 e traz Natasha Lyonne, a Nicky de “Orange Is The New Black”, no papel principal. Dirigido por Jamie Babbit, o longa é uma comédia narra os dias da jovem Megan Bloomfield (Natasha) em um campo de conversão de orientação sexual, que promete curá-la do ‘lesbianismo’. A obra foi o primeiro trabalho no cinema de Babbit e faz uma sátira à heterossexualidade compulsória e aos papéis de gênero.

“Amor Por Direito”

Protagonizado por Julianne Moore e Ellen Page, “Amor Por Direito” conta a história real do casal Laurel Hester (Julianne) e a mecânica Stacie Andree (Ellen). Quando a primeira recebe o diagnóstico de um câncer em fase terminal, ela briga na Justiça para que a pensão seja recebida pela sua parceira. A luta de Laurel aconteceu anos antes da legalização do casamento igualitário ser aprovado nos Estados Unidos e marcou a história do movimento LGBT.

“Pariah”

“Pariah” é o primeiro filme da diretora Dee Rees, que recebeu indicações ao Oscar deste ano com o elogiado “Mudbound: Lágrimas Sobre o Mississipi”. A obra tem a personagem Alike (Adepero Oduye) no centro da narrativa, uma jovem em conflito entre abraçar sua identidade e seus desejos e viver de acordo com as expectativas de seus pais.

Filmes com protagonistas lésbicas são raros, mas com personagens negras são ainda mais raros de se ver. “Pariah” vale a pena ser assistido, ainda mais porque a diretora do longa-metragem, Dee Rees, também é negra e lésbica.

“Thelma”

“Thelma” é um filme norueguês com uma temática sombria. A personagem-título (Eili Harboe) se muda da casa dos religiosos pais para a capital da Noruega, a exuberante Oslo, para fazer faculdade. Lá, ela conhece uma menina chamada Anja (Kaya Wilkins), por quem acaba se apaixonando. Mas a paixão pela colega não é a única descoberta de Thelma, que depois de sofrer um ataque epilético, desenvolve poderes sobrenaturais.

Menção: “Azul É a Cor Mais Quente”

Do diretor Abdellatif Kechiche, “Azul É a Cor Mais Quente” é centrado em Adèle (Adèle Exarchopoulos), uma menina que vai descobrindo seu desejo quando conhece a pintora Emma (Léa Seydoux). O filme francês tem mais 3 horas de duração e foi aplaudido ao mesmo tempo em que gerou polêmica, por conta das alegações de abuso por parte do cineasta Abdellati, além da representação da sexualidade feminina na obra.