5 motivos pelos quais você deveria ir ao cinema assistir ao filme da “Mulher-Maravilha”

5 motivos pelos quais você deveria ir ao cinema assistir ao filme da “Mulher-Maravilha”

Os dias vão se passando e a estreia de “Mulher-Maravilha” vai ficando cada vez mais próxima. A super-heroína da DC será interpretada por Gal Gadot, que já apareceu com o uniforme da personagem no filme “Batman Vs Superman”, e fez exatamente o que esperávamos: arrasou demais.

Razões para ver o filme no cinema não faltam, mas caso você precise de um incentivo, aqui vão 5 motivos para ver Diana Prince no dia 1º de junho:

1. É um filme da Mulher-Maravilha que estamos falando

Hollywood nunca fez justiça à Mulher-Maravilha, que provavelmente é a super-heroína mais conhecida do Ocidente. Ela surgiu nos quadrinhos durante a década de 40, e ganhou algumas produções para a televisão desde então, mas nunca com o mesmo hype de seus colegas, como o Batman ou Superman, os quais viram suas histórias sendo adaptadas para as telonas várias vezes desde que foram criadas.

Em 1974, foi exibido um filme para a televisão dos Estados Unidos sobre a personagem, o qual não rendeu muita repercussão. Em 1975, o seriado “Mulher-Maravilha”, estrelado por Lynda Carter, deu início a uma época de prestígio para Diana Prince, alter ego da nossa heroína, chegando ao final em 1979. Depois disso, algumas obras sobre ela para a TV chegaram a ser produzidas, mas foram canceladas.

Em 2017, finalmente veremos um filme dedicado à Mulher-Maravilha, destacando suas origens e até sua luta na Primeira Guerra Mundial. Para dar vida à personagem, Gal Gadot foi escolhida para o papel, que revelou ter escolhido o papel por querer “mostrar o lado forte das mulheres”.

“Se você me perguntar o que eu gostaria de fazer, é mostrar o lado forte das mulheres, porque eu sinto que não há muitas histórias sendo feitas sobre mulheres fortes e independentes”, disse a atriz israelense para o site Collider.

2. É o primeiro filme solo de uma super-heroína desde 2005

Eis uma razão importante para ver “Mulher-Maravilha”: desde 2005, quando a Marvel lançou o filme de “Elektra”, com Jennifer Garner, não tivemos produções solo de super-heroínas. Há um ultrapassado entendimento de que longas estrelados por mulheres como heroínas não atraem público, já que tanto “Elektra” quanto “Mulher-Gato” não foram bem de bilheteria. Na verdade, ambos os filmes foram mal feitos, o que tirou o interesse das pessoas em assisti-los. 

Hoje em dia, há um desejo, por exemplo, de que a Viúva Negra (Scarlett Johansson) ganhe um filme solo, por conta de seu forte apelo com a audiência. A Marvel, contudo, optou por um filme da Capitã Marvel, interpretada por Brie Larson, que chegará aos cinemas em 2019. Ou seja, até lá, a Mulher-Maravilha tem a chance de provar que produções de super-heroínas podem fazer sucesso.

E ainda que o filme venha a falhar (o que eu espero que não aconteça), é preciso permitir que filmes sobre mulheres fracassem, afinal, quantos filmes sobre homens falham, mas voltam a ser produzidos ano após ano? 

3. O filme é dirigido por uma mulher: Patty Jenkins

Talvez o fato de que uma mulher dirigindo um filme não seja importante para convencê-lo a ir ao cinema, mas a verdade é que esse é um fato que merece ser destacado.

Primeiro porque não há muitas mulheres trabalhando como diretoras na indústria cinematográfica: de acordo com um levantamento do Center for the Study of Women in Television and Film, apenas 7% dos 250 filmes mais populares de 2016 foram dirigidos por mulheres. Por isso, quando vemos filmes feitos por e sobre mulheres, estamos enviando uma mensagem aos estúdios que queremos mais disso acontecendo. É uma forma do público se manifestar contra a desigualdade de gênero em Hollywood.

Em segundo lugar, a mesma pesquisa do Center for the Study of Women in Television and Film aponta que a representação feminina nos filmes melhora quando há mulheres trabalhando atrás das câmeras. Não só isso, o número de mulheres em cena também aumenta.

E em terceiro lugar: “Mulher-Maravilha” está em boas mãos. Patty Jenkins assina a direção do filme, tendo trabalhado também em “Monster: Desejo Assassino”, longa que rendeu a Charlize Theron seu primeiro Oscar. Não só isso, ela é uma das poucas diretoras a assinar uma produção com um orçamento de US$ 100 milhões. Além dela, apenas Kathryn Bigelow (com “K-19: The Widowmaker”) e Ava DuVernay (com “Uma Dobra no Tempo”) fazem parte dessa ainda pequena lista.

4. Vamos ser sinceros: a Mulher-Maravilha foi a melhor parte de “Batman Vs Superman”

Se você assistiu a “Batman & Superman”, você precisa concordar que a presença da Mulher-Maravilha, ainda que curta, foi a melhor coisa em todo o filme. A produção, dirigida por Zach Snyder, recebeu péssimas críticas, mas a personagem de Gal Gadot foi muito bem vista pelo público, que parece não ver a hora de finalmente vê-la em seu próprio longa-metragem. E vamos combinar, a cena de luta dela é simplesmente incrível.

5. É hora de mudar o cenário para filmes de super-heróis

Filmes de super-heróis precisam de uma mudança urgente. Homens brancos e héteros salvando a humanidade são uma narrativa antiga, cansativa e já esgotada, o que torna a vinda da Mulher-Maravilha uma atualização necessária para o gênero. E ela abrirá caminho para a Capitã Marvel e a Vespa no futuro, além de outros heróis que não fazem parte de um padrão engessado e que há tempos não oferece nada de novo.

Gal Gadot tem em suas mãos a oportunidade de fazer história e salvar o mundo em mais de uma maneira.

Portanto, anote aí: “Mulher-Maravilha” estreia no dia 1º de junho!


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