46 filmes dirigidos por mulheres brasileiras para você assistir em 2017

06. Fevereiro 2017 Cinema 0
46 filmes dirigidos por mulheres brasileiras para você assistir em 2017

Precisamos ver mais mulheres no cinema – na frente e atrás das câmeras. E isso não é só nos filmes que consumimos de Hollywood, mas do nosso próprio audiovisual. Segundo uma reportagem do jornal Folha de São Paulo, de 1995 a 2015, apenas 16,5% dos 1.211 longa-metragens lançados foram dirigidos por mulheres.

(Imagem: Marina Person nos bastidores do filme “Califórnia. Foto: Aline Arruda)

Isso é preocupante, pois a visão da mulher é fundamental para a cultura e na formação de uma sociedade mais igualitária. Há muitas cineastas com talento por aí, as quais precisam de mais visibilidade e oportunidades. E para ajudar com o primeiro item, abaixo você encontra 46 dicas de produções dirigidas por mulheres brasileiras.

Confira:

1. “Que Horas Ela Volta”, de Anna Muylaert:

Sinopse: Val (Regina Casé), uma mulher que deixou a filha no interior de Pernambuco e foi ser babá em São Paulo, atrás de estabilidade financeira. Treze anos depois, sua filha resolve ir para São Paulo tentar vestibular. Mas a menina não se comporta do jeito que os patrões de Val esperam.

2. “Califórnia”, de Marina Person:

Sinopse: O ano é 1984. Estela vive a conturbada passagem pela adolescência. O sexo, os amores, as amizades; tudo parece muito complicado. Seu tio Carlos é seu maior herói, e a viagem à Califórnia para visitá-lo, seu grande sonho. Mas tudo desaba quando ele volta magro, fraco e doente. Entre crises e descobertas, Estela irá encarar uma realidade que mudará, definitivamente, sua forma de ver o mundo.

3. Anita Rocha da Silveira:

Sinopse: Barra da Tijuca, Zona Oeste do Rio de Janeiro. Uma onda de assassinatos invade o bairro. O que começa como uma curiosidade mórbida se apodera cada vez mais da vida dos jovens habitantes. Entre eles, Bia, uma garota de 15 anos. Após um encontro com a morte, ela fará de tudo para ter a certeza de que está viva.
4. “As Melhores Coisas do Mundo”, de Laís Bodanzky:

Sinopse: Mano tem 15 anos, adora tocar guitarra, beijar na boca, rir com os amigos, andar de bike, curtir na balada. Um acontecimento na família faz com que ele perceba que virar adulto nem sempre é tarefa fácil: a popularidade na escola, a primeira transa, o relacionamento em casa, as inseguranças, os preconceitos e a descoberta do amor. Em meio a tantos desafios, Mano descobre e inventa As Melhores Coisas do Mundo.

5. “Amor, Plástico e Barulho”, de Renata Pinheiro:

Sinopse: Shelly (Nash Laila), uma jovem dançarina que sonha se tornar cantora, e Jaqueline (Maeve Jinkings), uma experiente cantora que já emplacou alguns sucessos e amarga o declínio da sua carreira, são companheiras em uma banda de música brega, num cenário que mescla o romantismo e a sensualidade da periferia brasileira. Inseridas no universo do show business, entre nightclubs e programas de TV local, descobrem que tudo é descartável, como o sucesso, o amor e as demais relações humanas. Juntas, parecem formar uma única trajetória de vida, onde Shelly representa o passado de Jaqueline, enquanto esta figura como o provável futuro da colega.

6. “A Memória Que Me Contam”, de Lúcia Murat:

Sinopse: Narrado como um quebra-cabeça, numa sequência de emoções e sensações, o filme expõe as contradições de um grupo de amigos, que resistiram à ditadura militar, e que hoje se reencontram na sala de um hospital para acompanhar a internação de Ana, uma antiga companheira. O convívio intenso após anos de separação, somado a presença dos filhos, gera um conflito entre as antigas ideologias e a visão que cada uma das personagens tem do grupo e da atualidade. Uma reflexão sobre o poder, a esquerda e os comportamentos distintos de duas gerações são o tema do filme.

7. “Antônia”, de Tata Amaral:

Sinopse: Vila Brasilândia, periferia de São Paulo. Preta (Negra Li), Barbarah (Leila Moreno), Mayah (Quelynah) e Lena (Cindy) são amigas desde a infância e sonham em viver da música. Elas deixam o trabalho de backing vocal de um conjunto de rap de homens para formar seu próprio conjunto, o qual batizam de Antônia. Descobertas pelo empresário Marcelo Diamante (Thaíde), elas passam a cantar rap, soul, MPB e pop em bares e festas da classe média. Mas quando o sonho delas parece começar a se tornar realidade o cotidiano de violência, machismo e pobreza em que vivem afeta o grupo.

8. “Vida de Menina”, de Helena Solberg:

Sinopse: Tendo como pano de fundo um Brasil que acaba de abolir a escravatura e proclamar a República, Helena Morley começa a escrever o seu diário, que nos revela seu universo e um país que adolesce com a menina. É nesse diário que Helena debocha e desmascara as pretensas virtudes alheias. Adolescente de ascendência inglesa, Helena vive na remota cidade de Diamantina em Minas Gerais, símbolo da era de mineração agora em franca decadência. Em um momento crítico de sua vida, ela briga para estabelecer sua liberdade e individualidade. Procurando com sofreguidão não perder uma infantil alegria de viver, e reinventando o mundo à sua maneira, Helena Morley é o diamante mais raro de Diamantina.

9. “Olmo e a Gaivota”, de Petra Costa:

Sinopse: “OLMO E A GAIVOTA” é uma travessia pelo labirinto da mente de Olivia, atriz que se prepara para encenar A Gaivota, de Tchekov. Quando a peça começa a tomar forma o que parecia ser encenação revela-se como a própria vida. Ou seria o inverso?

10. “Trabalhar Cansa”, de Juliana Rojas:

Sinopse: A jovem dona-de-casa Helena (Helena Albergaria) resolve realizar um desejo antigo e abrir seu primeiro empreendimento: um mini-mercado. Ela contrata a empregada doméstica Paula (Naloana Lima) para tomar conta das tarefas do lar e de Vanessa (Mariana Flores), sua filha. Quando seu marido Otávio (Marat Descartes) perde o emprego como gerente em uma grande corporação, as relações pessoais e de trabalho entre os três personagens sofrem uma inversão inesperada, ao mesmo tempo em que ocorrências perturbadoras passam a ameaçar os negócios de Helena.

11. “KBELA” de Yasmin Thayná:

Sinopse: Um olhar sensível sobre a experiência do racismo vivido cotidianamente por mulheres negras. A descoberta de uma força ancestral que emerge de seus cabelos crespos transcendendo o embranquecimento. Um exercício subjetivo de autorepresentação e empoderamento.

12. “Personal Vivator”, de Sabrina Fidalgo:

Sinopse: Rutger é um alienígena que chega à Terra para cumprir um período de setenta e duas horas de observação e pesquisa do comportamento humano. Utilizando o disfarce de um documentarista e escolhendo o Rio de Janeiro como seu sítio de pesquisa, Rutger começa a analisar os humanos e suas características, que vão surpreender o extraterrestre.

13. “Amor Maldito”, de Adélia Sampaio:

Sinopse: Primeiro filme lésbico nacional, “Amor Maldito” trata da relação entre Fernanda (Monique Lafond) e Sueli (Wilma Dias), que acaba por suicidar-se. Considerada culpada, Fernanda é levada aos tribunais e massacrada pelos valores machistas e moralistas da sociedade.
14. “Família Alcântara”, de Lilian Solá Santiago:

Sinopse: O trabalho conta história da Família Alcântara, formada por 78 pessoas de etnia bantu (origem da maioria dos africanos escravizados na América), que acreditam descender de povos que foram levados para Minas Gerais em 1760, e postos a trabalhar em plantações. O filme traz ao público um pouco da tradição que o Mestre Afonso, passou para seus descendentes, que a mantém até os dias de hoje.

15. “Nas Minhas Mãos Não Quero Pregos”, de Cris Ventura:

Sinopse: Maurino de Araújo mora no bairro Primeiro de Maio, em Belo Horizonte, há mais de 30 anos. Escultor reconhecido internacionalmente, tem uma vasta produção de obras em madeira, vive numa casa modesta e dança pelas ruas com seu guarda-chuva em dias de sol.

16. “Ressurgentes”, de Dácia Ibiapina:

Sinopse: Este filme tangencia o pensamento político, a visão de mundo, bem como as ações diretas de um grupo de militantes de movimentos autônomos do Distrito Federal do Brasil, no período de 2005 a 2013.

17. “O Sol do Meio Dia”, de Eliane Caffé:

Sinopse: Após um crime passional, Artur (Luiz Carlos Vasconcelos) parte em uma viagem em busca de sua redenção. Ele conhece Matuim (Chico Diaz), dono de uma velha embarcação de personalidade bastante diferente da sua. Eles iniciam a viagem pelo rio, mas logo são obrigados a seguir por terra. É quando conhecem Ciara (Cláudia Assunção), que se dirige à cidade de Belém. Os três formam um triângulo amoroso, que desperta em Artur lembranças do crime por ele cometido.

18. “Futuro Junho”, de Maria Augusta Ramos:

Sinopse: Quatro trabalhadores em São Paulo são acompanhados durante algumas semanas antes da estreia da Copa do Mundo 2014. Uma exposição sobre expectativas e desilusões, entre momentos profissionais e de intimidade, que enfrentam ao viverem os desafios da maior metrópole do país.

19. “Desenrola”, de Rosane Svartman:

Sinopse: Priscila (Olívia Torres) tem 16 anos e se acha uma garota normal demais, principalmente, quando repara em suas amigas. Quando sua mãe viaja a trabalho e ela fica sozinha em casa, decide que vai dar um jeito na sua caretice e vai fundo nessa ideia. Entre as muitas mudanças que pretende promover na sua vida, a virgindade parece ser uma das prioridades, mas sera que a hora certa é agora? Embora esteja decidida em investir no mais galinha da turma (Kayky Brito) para viver sua primeira experiência sexual, um trabalho em grupo na escola e uma viagem com amigos, podem mudar para sempre as suas expectativas porque ela descobre que nem tudo é exatamente como dizem e a verdade pode ser bem diferente da realidade.

20. “Campo Grande”, de Sandra Kogut:

Sinopse: Regina (Carla Ribas) é mulher de 50 anos que mora na privilegiada Zona Sul do Rio de Janeiro. Certo dia, ela encontra na sua porta Rayane (Rayane do Amaral), uma menina de cinco anos que claramente não é da região, e Ygor (Ygor Manoel), seu irmão mais novo. A garota explica que a mãe pediu que eles a esperassem no mesmo lugar até ela voltar. Regina, sem saber o que fazer, pensa em levá-los ao orfanato, mas é convencida pela filha adolescente de deixá-los passar a noite. Assustados com a imensidão da casa, os dois ficam juntos e Regina percebe que eles só possuem um ao outro. Decidida a ajudá-los a encontrar sua família, Regina tem contato com um mundo que não conhecia.

21. “Os Dias Com Ele”, de Maria Clara Escobar:

Sinopse: Maria Clara mergulha no passado quase desconhecido de seu pai, Carlos Henrique Escobar. As descobertas e frustrações de acessar a memória de um homem e de um período da história brasileira cheio de lacunas. Ele, um intelectual preso e torturado durante a ditadura militar, não fala sobre isso desde aquele tempo.

22. “A Falta Que Me Faz”, Marília Rocha:

Sinopse: Em uma cidade rodeada pela Cordilheira do Espinhaço, quatro meninas vivem o final de sua adolescência. Durante a semana, elas vivem dias de amizade, angústias e contradições, sendo que nos finais de semana se encontram nas festas de forró locais.

23. “A Via Láctea”, de Lina Chamie:

Sinopse: Heitor e Júlia namoram há algum tempo. É entardecer na cidade de São Paulo e o casal tem uma violenta discussão por telefone. Angustiado, ele pega seu carro e vai em direção à casa da namorada. Durante o trajeto pelas ruas de São Paulo, no rush-hour do início da noite, o trânsito, os engarrafamentos, os pedestres, os meninos nas esquinas, os bares, a paisagem urbana, tudo interage com Heitor e suas digressões amorosas. Nesse espaço indefinível, os limites entre vida e morte, espaço e tempo, são da classe das estrelas e dos sóis: explodem anos-luz de distância para brilhar uma noite sobre São Paulo e inspirar um terno beijo de amor. Ou de morte.

24. “Cidade de Deus”, de Kátia Lund:

Sinopse: A história é fictícia, mas inspirada em fatos reais narrados por um jornalista que foi morador da Cidade de Deus, no livro de mesmo nome. Conta a história de um garoto chamado Buscapé desde sua infância, nos anos 60, até o final dos anos 70, dando uma idéia da criação das favelas, da origem do tráfico de drogas e de sua relação no dia a dia dos moradores.

25. “Lixo Extraordinário”, de Karen Harley:

Sinopse: Filmado ao longo de quase dois anos, “Lixo Extraordinário” acompanha a visita do artista plástico Vik Muniz a um dos maiores aterros sanitários do mundo: o Jardim Gramacho, na periferia do Rio de Janeiro. Lá, ele fotografa um grupo de catadores de materiais recicláveis. O objetivo inicial de Muniz era “pintar” esses catadores com o lixo. No entanto, o trabalho com estes personagens revela a dignidade e o desespero que enfrentam quando sugestionados a imaginar suas vidas fora daquele ambiente.

26. “Carlota Joaquina: Princesa do Brazil”, de Carla Camurati:

Sinopse: Um painel da vida de Carlota Joaquina (Marieta Severo), a infanta espanhola que conheceu o príncipe de Portugal (Marco Nanini) com apenas dez anos e se decepcionou com o futuro marido. Sempre mostrou disposição para seus amantes e pelo poder e se sentiu tremendamente contrariada quando a corte portuguesa veio para o Brasil, tendo uma grande sensação de alívio quando foi embora.

27. “Linha de Passe”, de Daniela Thomas:

Sinopse: São Paulo. Reginaldo (Kaique de Jesus Santos) é um jovem que procura seu pai obsessivamente. Dario (Vinícius de Oliveira) sonha em se tornar jogador de futebol mas, aos 18 anos, vê a idéia cada vez mais distante. Dinho (José Geraldo Rodrigues) dedica-se à religião. Dênis (João Baldasserini) enfrenta dificuldades em se manter, sendo também pai involuntário de um menino. Os quatro são irmãos, tendo sido criados por Cleuza (Sandra Corveloni), sua mãe, que trabalha como empregada doméstica e está mais uma vez grávida, de pai desconhecido. Eles precisam lidar com as transformações religiosas pelas quais o Brasil passa, assim como a inserção no meio do futebol e a ausência de uma figura paterna.

28. “Benjamim”, de Monique Gardenberg:

Sinopse: Benjamin Zambraia (Paulo José e Danton Mello), modelo fotográfico veterano, viveu um complicado relacionamento em meados dos anos 60. Casualmente, ele conhece a jovem corretora de imóveis, Ariela Masé (Cléo Pires), que parece ser a reencarnação de seu antigo amor. Em uma tentativa de resgatar o passado, Benjamin tenta convencer a moça a morar com ele, pois percebe que Ariela, órfã, deve ser a filha desaparecida de seu grande amor, que foi militante e morreu assassinada pela repressão.

29. “O Diabo a Quatro”, de Alice de Andrade:

Sinopse: Os destinos de 4 personagens se entrelaçam dentro do restrito perímetro de uns poucos quarteirões de Copacabana, caldeirão de fantasmas e falsas aparências, o avesso do Rio cartão-postal. Dois homens e um menino estão apaixonados pela mesma mulher. Quatro esdrúxulos mosqueteiros na terra do “cada um por si e Deus contra todos”.

30. “Vou Rifar Meu Coração”, de Ana Rieper:

Sinopse: “Vou Rifar Meu Coração” trata do imaginário romântico, erótico e afetivo brasileiro a partir da obra dos principais nomes da música popular romântica, também conhecida como brega, como você nunca viu.

31. “Amélia”, de Ana Carolina:

Sinopse: Filme de ficção inspirado na visita da atriz francesa Sarah Bernhardt ao Brasil, em 1905. A atriz (Beatrice Agenin), em crise profissional e pessoal,é  induzida por sua camareira brasileira, Amélia (Marília Pêra), a apresentar-se no Rio de Janeiro. Entretanto, a partir do desembarque, a artista é obrigada a conviver com as exóticas irmãs de sua auxiliar.

32. “Antes que o Mundo Acabe”, de Ana Luíza Azevedo:

Sinopse: Daniel (Pedro Tergolina) é um adolescente de classe média, de 15 anos, que vive com a irmã, Maria Clara, a mãe Elaine (Janaína Kremer) e o padrasto, Antônio (Murilo Grossi) em uma pequena cidade chamada Pedra Grande, no interior gaúcho. O garoto recebe uma carta enviada da Tailândia, de seu pai, um famoso fotógrafo. Daniel está angustiado por viver longe de uma “civilização”, que ele conota como um grande centro urbano. Com a carta recebida, ele repensa sua vida e o local onde vive.

33. “Vendo ou Alugo”, de Betse de Paula:

Sinopse: Maria Alice (Marieta Severo) vive com a mãe (Nathália Timberg), a filha (Sílvia Buarque) e a neta (Beatriz Morgana) em um casarão no Leme, bem na entrada de uma favela. Para sobreviver, Maria Alice faz os mais diversos bicos, mesmo que eles passem longe da legalidade, mas ela sabe que o único meio de resolver seus problemas é vendendo a casa. O problema é que ninguém quer comprá-la, devido à proximidade com o morro. Um dia, Maria encontra uma amiga que diz que seu filho, Júlio (Pedro Monteiro), está trabalhando como corretor de imóveis e tem um estrangeiro louco para comprar um imóvel na cidade. Maria pede que ele o leve à sua casa e, esperançosa que a venda enfim aconteça, passa a organizar tudo para agradar o possível cliente.

34. “Rânia”, de Roberta Marques:

Sinopse: A adolescente Rânia (Graziela Felix) passa seus dias entre a escola municipal, os afazeres domésticos e o trabalho em uma barraca. Seu grande sonho, no entanto, é de se tornar dançarina. Com sua melhor amiga, Zizi (Nataly Rocha), Rânia descobre o Sereia do Norte, regada a festas e orgias, e passa a ganhar dinheiro com a vida noturna. Quando conhece a coreógrafa Estela (Mariana Lima), a garota tem sua grande chance de enfim se tornar dançarina profissional, mas para tanto precisa enfrentar a intransigência dos pais.

35. “A Vida Está Esperando”, de Iara Lee:

Sinopse: Quarenta anos após a promessa de liberdade que se seguiu à partida dos espanhóis, o Saara Ocidental continua sendo a última colônia da África. Um cessar-fogo negociado pela ONU acabou com os conflitos armados em 1991, mas a população continua vivendo sob a ocupação das forças do Marrocos e a paz na região é frágil. Dezenas de milhares fugiram para a Argélia e vivem em campos de refugiados que deveriam ser temporários. Apesar das dificuldades, um novo movimento, com jovens no centro da ação, está emergindo para questionar o abuso dos direitos humanos e exigir o prometido referendo sobre liberdade.

36. “À Queima Roupa”, de Theresa Jessouroun:

Sinopse: Partindo da Chacina de Vigário Geral de 1993, o documentário investiga a violência e a corrupção policial praticadas no Rio de Janeiro nos últimos 20 anos. Uma dura apresentação dos fatos brutais mais marcantes por meio de entrevistas com vítimas e familiares, imagens de arquivo e cenas ficcionais reconstruindo a memória dos sobreviventes.

37. “Avassaladoras”, de Mara Mourão:

Sinopse: Laura (Giovanna Antonelli) é uma mulher de 34 anos bonita, simpática, inteligente e bem-sucedida em sua carreira de designer gráfica. Porém, ela tem um problema: há um ano não tem nenhum tipo de relacionamento com homem algum. Uma série de coincidências a leva até uma agência de casamento, que lhe sugere alguns candidatos a namorado. A partir de então, auxiliada por sua avó Maria Alice (Márcia Real) e o sensível Marcel (Wellington Nogueira), para quem está desenhando a capa de seu próximo livro, Laura aos poucos recupera sua auto-estima e a confiança em si mesma para enfrentar novos relacionamentos.

38. “Cazuza – O Tempo Não Para”, de Sandra Werneck:

Sinopse: A vida louca que marcou o percurso profissional e pessoal de Cazuza (Daniel de Oliveira), do início da carreira, em 1981, até a morte em 1990, aos 32 anos: o sucesso com o Barão Vermelho, a carreira solo, as músicas que falavam dos anseios de uma geração, o comportamento transgressor e a coragem de continuar a carreira, criando e se apresentando, mesmo debilitado pela AIDS.

39. “Aparecida – O Milagre”, de Tizuka Yamasaki:

Sinopse: Devoto de Nossa Senhora Aparecida, o menino Marcos (Vinicius Franco) tem uma infância humilde e feliz ao lado dos pais. Contudo, a morte do pai (Rodrigo Veronese) em um acidente na Basílica, que tanto cultuavam provoca uma dupla perda: a do familiar e a fé. Trinta e cinco anos mais tarde, Marcos (Murilo Rosa) é muito ligado à conquistas materiais. Ele é um pai distante e não aceita as escolhas do filho. Após um sério acidente com o jovem, Marcos relembra a fé de seu pai. Sua mãe, Julia (Bete Mendes), revela a misteriosa graça que norteou a vida de toda a família.

40. “A Hora da Estrela”, de Suzana Amaral:

Sinopse: Macabéa (Marcélia Cartaxo) é uma imigrante nordestina, que vive em São Paulo. Ela trabalha como datilógrafa em uma pequena firma e vive em uma pensão miserável, onde divide o quarto com outras três mulheres. Macabéa não tem ambições, apesar de sentir desejo e querer ter um namorado. Um dia ela conhece Olímpico (José Dumont), um operário metalúrgico com quem inicia namoro. Só que Glória (Tamara Taxman), colega de trabalho de Macabéa, tem outros planos após se consultar com uma cartomante (Fernanda Montenegro).

41. “O Começo da Vida”, de Estela Renner:

Sinopse: Uma análise aprofundada e um retrato apaixonado sobre os primeiros mil dias de um recém-nascido, o verdadeiro começo da vida de um ser humano, tempo considerado crucial pós-nascimento para o desenvolvimento saudável da criança, tanto na infância quanto na vida adulta, onde os pais precisam ter o maior cuidado, amor e carinho possível.

42. “Os Homens que Eu Tive”, de Tereza Trautman:

Sinopse: Dodi é um cara de mente aberta que liberou sua esposa Piti para viverem em um casamento aberto. Quando um dos amantes de Piti vai se hospedar na casa dos dois, a moça se apaixona pelo rapaz e começa a manifestar um desejo de ir seguir sua vida.

43. “Inconfidência Mineira”, de Carmen Santos:

Sinopse: Trata-se de uma versão heroica dos acontecimentos que, na Vila Rica do século XVIII, levaram o alferes Joaquim José da Silva Xavier à morte na forca pela participação no movimento que ficou conhecido como a Inconfidência (ou Conjuração) Mineira.

44. “Leite e Ferro”, de Cláudia Priscilla:

Sinopse: O documentário revela o dia a dia das prisioneiras de um Centro de Atendimento Hospitalar à Mulher Presa (CAHMP). Através de depoimentos das detentas, o espectador entra em contato com realidades diferentes, mas muitos pontos em comum, como aqueles relacionados a drogas, sexo, violência, criminalidade, relacionamentos e maternidade. Entre os personagens reais, a prisioneira Daluana, traficante desde dos 10 anos de idade e hoje casada aos 40, revela detalhes de sua trajetória no mundo do crime e das prisões, detalhes também revelados por outras presas.

45. “Girimunho”, de Clarissa Campolina:

Sinopse: No sertão mineiro, onde o tempo parece andar ao ritmo do rio, duas senhoras acompanham o girar do redemoinho. Bastú acaba de perder o marido Feliciano e sem choro busca abrigo nos sinais do dia a dia e em suas lembranças. Mas é na liberdade dos sonhos e nas novidades trazidas pelos netos que ela faz sua própria transformação. Maria carrega em seu tambor a alegria e força de seu povo. Seu batuque ecoa os sons de outros lugares e marca a presença daquilo que não pode morrer. Neste universo onde a tradição é surpreendida pela novidade e a realidade pela invenção, pequenos movimentos podem fantasiar o correr da vida.

46. “Ponte Aérea”, de Julia Rezende:

Sinopse: Bruno (Caio Blat) e Amanda (Leticia Colin) se conhecem durante um voo que devido a uma tempestade tem seu trajeto desviado e faz um pouso de emergência de Belo Horizonte, onde seus passageiros irão passar a noite. Amanda é uma jovem e bem-sucedida publicitária, Bruno é um artista plástico talentoso mas que se recusa a amadurecer. Apesar de serem bem diferentes, os dois sentem uma atração inexplicável um pelo outro e vivem um amor momentâneo. O filme discute a dificuldade dos jovens em criar laços duradouros e sua resistência em enfrentar questões da vida adulta.

47. “Divinas Divas”, de Leandra Leal:

Sinopse: “Divinas Divas” aborda a primeira geração de artistas travestis do Brasil. Rogéria, Valéria, Jane Di Castro, Camille K, Fujica de Holliday, Eloína, Marquesa e Brigitte de Búzios formaram, na década de 1970, o grupo que testemunhou o auge de uma Cinelândia 02 repleta de cinemas e teatros. O filme irá acompanhar o reencontro das artistas para a a montagem de um espetáculo, trazendo para a cena as histórias e memórias de uma geração que revolucionou o comportamento sexual e desafiou a moral de uma época.