31 artistas brasileiros LGBT para ouvir sempre

03. março 2017 POP 3
31 artistas brasileiros LGBT para ouvir sempre

Há muitos artistas brasileiros LGBT por aí e nós precisamos ouvi-los. A música, além de ser uma excelente forma de expressão, de sentimentos e da própria identidade, é também uma forma de ativismo.

Abaixo estão 31 cantores brasileiros que são gays, lésbicas, bissexuais e transexuais, que fizeram e fazem a diferença no cenário musical brasileiro. Confira:

1. Liniker:

Liniker considera seu gênero fluido, mas prefere ser chamada no feminino. Com sua voz forte e rouca, ela estourou na música no final de 2015 com o EP “Cru”. Junto com a banda Os Caramelows, ela tem viajado pelo país e feito muito sucesso. No ano passado, eles lançaram o primeiro disco, chamado “Remonta”.

“É político uma mulher trans e preta estar ali cantando, com visibilidade, sendo representativa para as outras pessoas. É importante conseguir transformar essas coisas da gente e perceber que isso reverbera nas pessoas”, disse Liniker ao Zero Hora.

2. As Bahias e a Cozinha Mineira:

Liderada por duas mulheres trans, As Bahias e a Cozinha Mineira usam a música para combater o machismo, a homofobia e a transfobia. Assucena Assucena, Raquel Virgínia e Rafael Acerbi se juntaram em 2011, na faculdade de História da USP, para fazer um tributo à cantora Amy Winehouse, que havia morrido naquele ano. Inspirados pelos tropicalistas e por Gal Costa, o grupo lançou em 2015 o álbum “Mulher”, o qual reflete as experiências pessoais das duas cantoras.

“Não conseguimos nos desvencilhar disso, e nem queremos. Nosso som tem uma relação intrínseca com a nossa vida e o espaço onde a gente circula. E ele empodera, colocando as meninas como um espelho para as pessoas que querem viver à sua maneira e enxergam nas duas a possibilidade de pensar sobre seu próprio corpo e a sua vida”, contou Rafael ao El País.

3. MC Xuxu:

MC Xuxu ficou muito conhecida pelo bordão “um beijo pras travesti”, presente na música “Um Beijo”, de 2013. Com seu funk, ela leva uma mensagem de inclusão de minorias na sociedade, além de pedir respeito para pessoas trans. Em 2016, ela lançou um EP auto-intitulado e em janeiro liberou o single “O Clã”.

“Eu gosto de cantar o que eu vivo, o que eu sou, e também acredito que todo mundo tem um propósito na carreira e o meu é esse: amenizar o preconceito. Eu sinto necessidade de mostrar a verdade de muitos de nós”, ela contou ao Questão de Gênero.

4. Johnny Hooker:

Gay assumidíssimo, o pernambucano Johnny Hooker é Inspirado por Ney Matogrosso, Davi Bowie, Madonna e Caetano Veloso, o que reflete em suas performances provocativas em seus shows.

“Sou totalmente gay, não teria por que esconder. Temos que deixar de lado os puritanismos, a coisa provinciana. Acho que a música dá mais liberdade para o artista se assumir”, acredita o cantor, que em 2015 lançou o álbum “Eu Vou Fazer Macumba pra Te Amarrar, Maldito”.

5. Karol Conká:

Nascida na periferia de Curitiba, Karol Conká foi uma explosão no rap nacional, sendo uma das poucas mulheres com grande visibilidade em seu gênero. Bissexual e feminista, a cantora tem em seu currículo o disco “Batuk Freak”, uma parceria com MC Carol e diversos singles que vêm fazendo sucesso por aí. Afinal, se é pra tombar, deixa com ela.

“Tombar é ser feliz. Se sentir realizado de uma maneira simples e prática. [A geração tombamento] É uma galera que não quer mais saber de opressão e que está cansada de julgamentos e rótulos”, disse Karol Conká jornal O Globo.

6. Gloria Groove:

Gloria Groove é uma drag queen que canta rap. Parece incomum, mas é isso mesmo o que ela quer: romper padrões, especialmente em um meio ainda dominado por homens e ainda muito machista e homofóbico. E pode ter certeza: a dona da porra toda veio para ficar.

“O que nós drags fazemos é um ato político e artístico, e nunca é demais pontuar isso de forma inteligente. Pretendo transmitir sempre alguma crítica, pois gosto de gerar discussão”, comentou Gloria para o Omelete.

7. GA31:

A GA31 (ou “Gabi”) é uma “sapatona convicta” e dona do hit “Eu Gosto de Mulheres”. Ela faz um som eletrônico conceitual e acredita que sua personagem “é um megafone que capta, sintetiza e grita ao mundo todas as reivindicações sobre direitos humanos e conflitos urbanos atuais. É como um púlpito onde todas as vozes são exaltadas. Quero ser um canal representativo para todas as mulheres, homens, pessoas transexuais e para todos os seres humanos especiais, violentados pela sociedade atual e menosprezados ao receberem a irrelevante classificação de ‘minoria'”.

8. Filipe Catto:

De Lajeado, Filipe Catto cresceu na capital do Rio Grande do Sul, Porto Alegre. A música fez parte de sua vida desde pequeno, quando cantava em festas com seu pai. Ele lançou dois discos e uma de suas músicas, “Saga”, integrou a trilha sonora da novela “Cordel Encantado”, da Rede Globo.

“Eu acredito em outro mundo, fico muito feliz de ver nos shows a diversidade da plateia, gays, famílias, pessoas de idade, garotas com suas namoradas e os filhos dos amigos todos juntos cantando, eu acredito nisso, num sistema onde as escolhas sejam livres, onde isso não seja mais um assunto de discussão. Viver e amar é muito mais natural do que isso”, disse o cantor ao Eleven Culture.

9. Cássia Eller:

Cássia Eller morreu em 2001, aos 39 anos, mas continua sendo uma das nossas maiores artistas nacionais até hoje. Dona de uma voz rouca inconfundível, ela trabalhou como garçonete e até como servente de pedreiro antes de seguir o caminho pela música. Foi em 1989, depois de gravar uma demo, que sua carreira começou. Até sua morte, foram 10 discos e muitos sucessos. Mãe de Francisco Ribeiro Eller, o Chicão, ela tinha uma mulher, Maria Eugênia, com quem viveu por 14 anos.

“O que a gente gosta, a gente guarda. Quem ama a gente, a gente cuida. E pro resto a gente mostra a língua”, teria dito Cássia Eller certa vez.

10. Lineker:

O nome é parecido com a de Liniker, mas Lineker é outra pessoa, com outro tipo de voz e musicalidade. Nascido em Minas Gerais, ganhou notoriedade com sua estética que também visa romper com padrões heteronormativos e com sua música, que mistura elementos da MPB, samba, rock e o pop. Ele já possui dois discos e um EP lançados, e não há sinais de que ele vai parar tão cedo.

“Eu gosto de estar nesse lugar da exposição e da fragilidade. De expor o que é problemático e criar algo menos espetacularizado e mais ritualístico”, explicou o artista para a Folha de São Paulo.

11. Ellen Oléria:

Negra e lésbica e da periferia, como ela mesma se define, Ellen Oléria também começou sua carreira artística quando nova. Vencedora da primeira edição do programa “The Voice Brasil”, a cantora faz questão de usar sua voz para mais do que cantar, mas também discutir questões urgentes no Brasil, como o racismo, o machismo e a LGBTfobia. No ano passado, ela lançou “Afrofuturista”, seu mais recente disco.

“Todos os grandes nomes das religiões, os intelectuais, os líderes, falam de uma passagem pela vida com sensibilidade. Falam de um conceito revolucionário: o amor. E é dele que quero tratar no meu trabalho, ter no meu cotidiano. Que seja o fundamento da minha carreira. Isso deveria ser um projeto de todas as pessoas”, contou Ellen ao Correio Braziliense.

12. Rico Dalasam:

Jefferson Ricardo da Silva, ou Rico Dalasam, é um rapper gay e negro que tem dado muito o que falar. Vindo da periferia de São Paulo, seu nome artístico é uma abreviação do que ele acredita fazer com sua música: Disponho Armas Libertárias A Sonhos Antes Mutilados. Ficou muito conhecido em 2014 com a música “Aceite-C”, que fala justamente sobre aceitar-se como você é. Em 2016, ele apresentou ao Brasil seu disco “Orgunga”.

“Eu sempre tive um discurso sobre aceitação, saca? Durante a vida, primeiro eu fui encontrar o meu orgulho de ser negro, depois fui encontrar o orgulho de ser gay. Eu sou uma pessoa formada de várias minorias. Eu precisei organizar minhas ideias e neste instante, com 25 anos, eu começo a ser uma organização para ser o artista que eu quero ser”, contou o rapper ao O Dia.

13. Maria Gadú:

Maria Gadú já é figura conhecida pelo público brasileiro. Cantora desde menina, a artista já gravou “Ne Me Quitte Pas” e “A História de Lilly Braun” para a minissérie global “Cinquentinha”, de Aguinaldo Silva. Além delas, seu maior sucesso, “Shimbalaiê”, também esteve na trilha de outra produção da Rede Globo, “Viver a Vida”. De 2009 para cá, foram 4 discos gravados em estúdio e 3 ao vivo, um deles em parceria com Caetano Veloso. Desde 2013, ela é casada com a produtora Lua Leça.

“Ela é completamente linda. Eu tenho muito orgulho dessa relação”, disse Gadú, sobre a esposa no “Programa do Jô”. “A Lua chora sempre, ela é muito… sensível. Vou falar sensível para depois ela não reclamar em casa que eu chamei de chorona”.

14. Pabllo Vittar:

Dona do hit do Carnaval deste ano, a drag Pabllo Vittar tem tido um 2017 maravilhoso – e olha que ele só está no começo! Além de lançar um álbum de inéditas, “Vai Passar Mal”, ela também está na temporada atual do “Amor & Sexo” da Rede Globo, e subiu no trio de Daniela Mercury na Bahia. Ou seja, a gente já pode imaginar que até dezembro de 2017 a gente vai ouvir muito sobre ela.

“O ser afeminado, pra mim, é muito revolucionário no sentido de dar a cara a tapa. São as ‘bis’ [bichas] afeminadas que estão ali na posição de frente, elas que levam o baque primeiro”, acredita a artista. “Elas que são apontadas, que levam a lâmpada na cara. Se a gente tá aqui hoje, dando uma entrevista, toda montada de drag, é porque muita gente morreu e sofreu preconceito pra gente ocupar esse espaço. Isso é fato”, ela contou ao Trip TV.

15. Preta Gil:

Filha de Gilberto Gil, Preta é cantora e atriz. Ela também comanda o Bloco da Preta, que em 2017 saiu pelo oitavo ano consecutivo, arrastando em torno de 500 mil pessoas para as ruas do Rio de Janeiro no Carnaval. Ela assumiu ser bissexual em uma entrevista ao jornal O Globo, em 2011.

“Homofobia é crime, é desumano. Sou bissexual assumida, sou casada e estou lutando por igualdade”, afirmou a artista.

16. Jaloo:

Jaloo é outro artista que vem fazendo sucesso em tempos recentes. Nascido no Pará, o cantor é também DJ, e ficou conhecido por juntar músicas de artistas muito conhecidos, que podem ser ouvidas no EP “Insight”. Em 2015, lançou o disco “#1”, que mistura elementos da música eletrônica e do pop, e que conta conta com sua estética exótica e feminina.

“Eu fico muito feliz de poder ser quem eu sou do jeito que eu sou e ter reconhecimento por isso. Acho que isso é muito importante para os mais jovens. Já recebi muitas mensagens bonitas, e ouvi histórias pessoalmente, de pessoas que tomaram coragem para tomar certas decisões e seguirem certas carreiras por terem me conhecido e visto minha figura”, confessou Jaloo para o Lado Bi.

17. Mart’nália:

Mart’nália é um dos grandes nomes do samba brasileiro e já cantou com outros nomes importantes da nossa música, como Emicida, Chico Buarque e Luiz Melodia. Com seis discos lançados, inclusive “+ Misturado”, que tem a participação de seu pai, Martinho da Vila, em uma das faixas. Lésbica assumida, a cantora afirmou nunca ter sofrido preconceito.

“Nunca sofri preconceito. Sempre fui assim e não teve nenhum papo sobre isso com minha família, sempre foi uma coisa simples. Minha avó dizia que nasci trocada. Meu pai, por exemplo, não se mete na minha vida e eu não me meto na dele. Ele não tem as mulheres dele? Eu tenho as minhas”, brincou a artista em entrevista com a revista Quem.

18. MC Linn da Quebrada:

Transexual, MC Linn da Quebrada deixou de ser Testemunha de Jeová e se tornou a artista fantástica que é hoje (para a nossa sorte!). Com seu funk, ela, que se intitula uma “terrorista de gênero”, busca quebrar padrões e dar visibilidade à comunidade LGBT, principalmente para aqueles que são ainda mais estigmatizados: trans, as sapatões e as bichas afeminadas.

“Tudo que a gente faz é politica. A roupa que eu escolho para sair na rua é política, a escolha de sair maquiada ou não também. Cada palavra que eu digo numa musica ou numa conversa informal é política, tem efeitos e diz respeito a uma atitude, a um posicionamento”, disse MC Linn da Quebrada para o G1.

19. Adriana Calcanhoto:

Adriana Calcanhoto é grande conhecida do público, tendo lançado vários álbuns e ter vencido o Grammy Latino mais de uma vez. Em 2015, ela perdeu a mulher com quem viveu por 26 anos, a cineasta Susana de Moraes.

“Fui a mulher mais feliz do mundo nestes 26 anos em que estive com ela. Uma grande mulher, inteligente, engraçada, culta, amiga dos amigos, que teve uma vida extraordinária, e que viveu cada segundo como nunca mais. Morreu de mãos dadas comigo. Foi-se o amor da minha vida”, lamentou a cantora.

20. Sandra de Sá:

Sandra de Sá é outra artista muito conhecida no Brasil inteiro a fazer parte desta lista. Começou a cantar ainda muito jovem, incentivada pelos pais. Considerada a rainha do soul brasileiro, a cantora já lançou mais de dez álbuns nesses mais de 30 anos de carreira. Em 2015, em uma conversa com Marília Gabriela, admitiu que era lésbica.

“Acho que não tem essa de escolha. É uma descoberta, é você se perceber. A homossexualidade é como a inteligência ou qualquer outro dom. Você desenvolve. Se eu tive essa percepção, por que não vivê-la? Assumir é tirar um peso de você que não existe”.

21. MC Trans:

A MC Trans começou como cover da cantora Anitta, mas hoje tem sua própria identidade e suas músicas. Ela, que já foi expulsa de casa, morou na rua e teve de se prostituir, hoje faz sucesso e viaja pelo país levando seu funk e suas mensagens de apoio às pessoas trans.

“Eu não me sinto famosa, eu me sinto uma pessoa que tem uma voz ativa. Uma militante. Uma personalidade forte. Eu sempre tive liderança. Eu me sinto como se eu estivesse numa sala de aula e eu fosse uma líder de estudo”, disse a cantora ao POPLine.

22. Daniela Mercury:

Daniela Mercury, uma das maiores vozes do axé brasileiro, é outra artista que não escondeu sua homossexualidade. Em 2013, a cantora baiana tornou público seu relacionamento com a jornalista Malu Verçosa, com quem se casou no mesmo ano. As imagens do casamento estão no clipe “Maria Casaria”, como forma de combater a homofobia.

“Falar da gente mesmo, acho que essa é a grande diferença. Usar o nosso testemunho pessoal, falar do cotidiano de nossas vidas, eu acho que esse é o elemento transformador. E usar o nosso amor como exemplo de que a sociedade precisa mudar rapidamente o seu olhar sobre as famílias homoafetivas e acolher toda a diversidade da sociedade”, disse Daniela em um evento da ONU

23. As Baphônicas:

Você pode não conhecer As Baphônicas, mas isso está prestes a mudar. O grupo de drag queens do Rio de Janeiro, formado por Ravena Creole, Chloe Van Damme e Natasha Fierce, lançou “Close Baby”, e estão aproveitando a popularização da arte das drags para vir com tudo no Brasil.

24. Isabella Taviani:

Isabella Taviani viu o sucesso bater à sua porta em 2003, com seu álbum auto-intitulado, tendo emplacada algumas de suas música em produções da Rede Globo. Em 2012, assumiu sua homossexualidade para a revista Isto É.

“Chegou um momento, que é agora, com este disco [“Raio X”], em que eu sinto mais liberdade de me expressar. Sou uma cantora e compositora que não sou racional na hora de escrever. Sempre usei e vou usar a música como um veículo para expressar meus sentimentos mais escondidos. É como um diário. Então, porque não falar desse assunto (a homossexualidade), se ele é uma coisa tão natural na minha vida pessoal?”.

25. Ney Matogrosso:

Ney Matogrosso não precisa de introduções. Foi integrante do grupo Secos & Molhados, com o qual ficou por um curto período de tempo, antes de começar sua carreira solo. Quase 50 anos depois e mais de 20 discos lançados, o cantor é um dos nomes mais conhecidos e aclamados da nossa música, sendo referência para muito novos artistas.

“Eu sou uma pessoa consciente do mundo que eu vivo, da realidade da vida, da realidade dos governos, das igrejas… Sei tudo isso, sou ligado, não sou bobinho. Minha única via para poder expressar tudo o que eu penso do meu país e do mundo é nas entrevistas que eu concedo, e no palco desafio todas as regras. E eu sou ousado, sim, sou atrevido, sim, porque eu preciso ser, porque o Brasil está mais careta do que era”, contou Ney ao El País.

26. Marina Lima:

Marina Lima possui 61 anos e uma carreira de sucesso. Ela começou a carreira em 1979, com o disco “Simples Como o Fogo”, e desde então, manteve um lugar de respeito na música popular brasileira. Bissexual assumida, ela disse ao Lado Bi que muitas cantoras eram lésbicas ou bissexuais na década de 80, mas que isso não era assunto entre elas. Além disso, ela vê avanços em relação aos direitos LGBT.

“A diferença é que antigamente ninguém podia casar, ninguém podia se assumir. Hoje em dia, com os direitos já adquiridos, você pode adotar uma postura mais cidadã. Se casar com a fulana… As coisas são mais assumidas. Antigamente ninguém deixava de fazer as coisas e de se divertir, mas não quero que pareça que era melhor antes. Porque as coisas hoje em dia são mais claras e direitos foram conquistados”.

27. Ana Carolina:

Mineira, Ana Carolina começou a carreira jovem, apresentando-se em bares. A estrada para o sucesso foi complicada, mas em 1999 lançou seu primeiro álbum, cuja música “Garganta” se tornaria um de seus maiores hits, fazendo parte da trilha sonora da novela “Andando nas Nuvens”, da Rede Globo. Desde então, ela lançou outros discos, foi aclamada pelo público, e em 2005, assumiu que era bissexual. Dez anos depois, em uma entrevista à revista Caras, ela reafirmou sua orientação sexual.

“Sim, eu me relaciono com homem e com mulher, não tenho muito esta questão. Falo porque se tem uma pessoa que também gosta e não tem coragem, porque as pessoas ficam griladas com o que os outros vão dizer, aquela bobagem toda, de repente, elas se libertam, saem daquela eterna prisão”.

28. Banda Uó:

O trio formado por Candy Mel, Davi Sabbag e Mateus Carrilho surgiu na na cidade de Goiânia (GO) e tem feito sucesso no cenário pop brasileiro. Desde a paródia “Shake do Amor”, de 2011, até hoje, a Banda Uó lançou dois álbuns e se tornou uma referência importante para LGBTs, já que é formada por dois homossexuais e uma transexual.

“A Banda Uó é gay! Tocamos um ritmo popular, com letras engraçadas, vira uma coisa Mamonas Assassinas, sabe? Todo mundo gosta. Muitos fãs dizem que as mães deles adoram ouvir nossa música enquanto arrumam a casa. Nós somos gays, mas não queremos levantar bandeira e quebrar preconceitos. Só queremos divertir todo mundo, seja um grupo hétero, gay, de velhos”, contou Mateus ao Oba Oba.

29. Cazuza:

Um dos maiores astros do rock nacional, Cazuza teve uma vida intensa, refletida em suas atitudes e em suas músicas. Ele começou como vocalista do grupo Barão Vermelho antes de seguir uma carreira solo de muito sucesso, tendo lançado hits lembrados até hoje, como “Exagerado” e “Codinome Beija-Flor”. Em 1987, soube que era portador de HIV, e em 1989 tornou seu caso público, vindo a falecer no ano seguinte. Cazuza era assumidamente bissexual.

“O amor é o ridículo da vida. A gente procura nele uma pureza impossível, uma pureza que está sempre se pondo. A vida veio e me levou com ela. Sorte é se abandonar e aceitar essa vaga ideia de paraíso que nos persegue, bonita e breve, como borboletas que só vivem 24 horas. Morrer não dói”, disse Cazuza certa vez.

30. Lia Clark:

Lia Clark é outra drag queen que tem feito sucesso no Brasil. Recentemente, ela lançou a música “Chifrudo”, com a participação da Mulher Pepita, e que também bombou no Carnaval. Outro sucesso dela é a música “Trava Trava”, apresentada no ano passado. Inspirada por Anitta e o Bonde das Maravilhas, ela já possui um EP e até um disco ao vivo. Ou seja, o sucesso já chegou para a cantora, que espera ver uma sociedade mais aberta e receptiva com LGBTs.

“[Já ouvi] Risadas e xingamentos na rua de montão. Mas nada muito grave, graças a Deus! Apesar de o mundo não estar nem perto de ser o ideal, hoje em dia vemos acontecimentos que há cinco anos pareciam impossíveis. Espero que continue dessa maneira e as pessoas aprendam a respeita e aceitar o seu próximo, sem se importar com o que a pessoa é ou gosta”, ela contou ao R7.

31. Caio Prado:

O carioca Caio Prado, assim como os outros artistas dessa lista, também busca romper com estereótipos e normais sociais. Cantor desde pequeno, quando brincava de imitar os cantores que escutava nos CDs, ele lançou seu primeiro álbum em 2014, o “Variável Eloquente”. “Não Recomendado” é a música mais política do disco, que fala justamente sobre qualquer pessoa discriminada socialmente.

“Eu fiz ‘Não Recomendado’ como um ato de fazer música. Porque eu defendo a liberdade, gosto de escrever crônicas de superação, sobre o marginalizado e a força dele. As aquisições que essa música teve vieram depois”, revelou o músico ao Jardim Elétrico.


3 thoughts on “31 artistas brasileiros LGBT para ouvir sempre”

  • 1
    Ric on 04/03/2017 Responder

    Faltou Madblush ai , complexos, love love love, be a puta, kiss……

  • 2
    Laura Mello on 24/03/2017 Responder

    Gente, faltou Madblush nessa lista! Ontem ainda ele estava com uma das suas músicas nas 50 virais do Spotify no Brasil! Tem um trabalho incrível! O único representante da “geração tombamento” no sul do país. Confiram o trabalho gente é incrível mesmo.

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