2017 é o ano de Nicole Kidman

2017 é o ano de Nicole Kidman

Temos pouco mais de 3 meses até o final de 2017, mas já dá para decretar que o ano é de Nicole Kidman. A atriz, que já há algum tempo vinha trabalhando em trabalhos menores e sem muito expressivos, mostrou por que é uma das maiores artistas da nossa geração, emendando trabalhos elogiados e indicações a prêmios importantes da televisão e do cinema.

Sua trajetória começou logo no início do ano, quando foi indicada ao Oscar por sua atuação como uma mãe adotiva no filme “Lion: Uma Jornada Para Casa”. Foi a sua quarta indicação à maior premiação de Hollywood, da qual já saiu vencedora em 2003 com o longa ” As Horas”.

Em seguida, ela fez uma das melhores perfomances da TV interpretando Celeste Wright em “Big Little Lies”. Foi uma atuação cheia de nuances e que fez um retrato apurado, honesto e dolorido da violência doméstica.

No seriado, a personagem de Nicole é uma advogada que abre mão de sua carreira  para cuidar dos filhos gêmeos, frutos de seu casamento com Perry (Alexander Skarsgård), um homem que parece ser um gentil e bom pai. Mas é quando ninguém está vendo que as agressões à esposa começam. Algumas cenas chegam a ser difíceis de assistir, mas graças ao trabalho impecável de Kidman, indicada o Emmy por seu papel, a personagem ganha uma humanidade ainda pouco vista em personagens femininas.

“Enquanto atriz, você é tão bom quanto as oportunidades que recebe. Foi por isso que eu fiz algo como ‘Big Little Lies’. Porque eu pude produzi-la, encontrá-la e fazê-la acontecer”, disse Nicole à revista Vanity Fair. “Muitas vezes, você não está em uma posição de poder ou controle. E eu sempre digo: ‘enquanto ator, você não pode ser controlador’. Você precisa deixar-se levar pelo processo e querer realmente ser moldado. E eu amo isso”.

Também neste ano, a atriz foi ao Festival de Cannes não com uma ou duas produções, mas quatro: “O Estranho Que Nós Amamos”, da diretora Sofia Coppola, “The Killing of a Sacred Deer”, de Yorgos Lanthimos, “How to Talk to Girls at Parties”, de John Cameron Mitchell, e a segunda temporada de “Top of the Lake”, de Jane Campion. Aliás, foi lá que ela prometeu trabalhar com diretoras mulheres a cada 18 meses. 

“Acho que é necessário dizer que a cada 18 meses eu vou trabalhar com uma diretora”, ela contou ao Sydney Morning Herald. “Porque essa é a única maneira de mudar as estatísticas, quando outras mulheres começarem a dizer que vão escolher uma mulher. Então, a cada 18 meses, é preciso ter uma diretora na equação”.

Aos 50 anos, idade em que trabalhos para mulheres na indústria cinematográfica são poucos, Nicole Kidman vai nadando contra a corrente, mostrando que seu talento só cresce com o tempo e que é um nome a ser respeitado e reconhecido.

Não que houvesse qualquer dúvida de que a atriz é uma força e tanto em Hollywood, mas é impressionante como de tempos em tempos, ela precisa reafirmar sua posição de grande estrela. Aliás, enquanto homens conseguem manter uma carreira sólida ao passar dos anos, as mulheres precisam provar que suas habilidades não diminuem com o passar do tempo.

“Estou surpresa”, disse a atriz em entrevista ao Sydney Morning Herald, para o qual falou sobre seu ano espetacular. “Com toda essa confluência de eventos e sucesso acontecendo no ano em que completo 50 anos, isso faz com que eu me sinta poderosa e inacreditavelmente agradecida”.

Ou seja, 2017 é mesmo o ano de Nicole Kidman, que tirou o ano para relembrarmos que o Olimpo de Hollywood pode ter Meryl Streep, Cate Blanchett e Viola Davis, mas ele não estaria completo sem a atriz. E se você achou que ela iria diminuir o ritmo, enganou-se. Segundo o IMDB, a atriz tem mais 4 produções em andamento (uma delas é o filme “Aquaman”, da DC), e garantiu que não pensa em parar.

“Na minha idade, eu ainda tenho aquela paixão por atuar, cinema, contar histórias, quebrar barreiras e sair da minha zona de conforto e de tentar coisas com abandono”, concluiu a artista à revista Vanity Fair.


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